Mesa de abertura do Congresso
Mesa de abertura do 24 Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Foto: Lado B Filmes

Neste dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalho, pós-graduandos de todo o Brasil se reúnem, no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para debater a importância da valorização da ciência e dos pesquisadores durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Este é o maior Congresso da história da ANPG: são mais de 100 universidades participantes e a estimativa é de receber 1000 pós-graduandos de todo o Brasil durante os quatro dias.

A abertura do evento contou com a presença de Débora Foguel, Pró-reitora de pesquisa da UFRJ; Carlos Lima Leite, da Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro; o professor Walter Suemitsu, Decano do CT da UFRJ, Euzébio Jorge, presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ); Leila Leal, da APG da UFRJ; e Virginia Barros, presidenta da União Nacional dos Estudantes. Em seguida, iniciou-se o debate da primeira mesa do encontro.

Mesa “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”

 

A mesa principal desta quinta-feira não contou (como previsto) com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, que também não enviou um representante, em seu lugar. Campolina foi substituído pelo reitor da UFRJ e anfitrião do evento, professor Carlos Levi, que atendeu prontamente ao convite da ANPG. Além dele, a Presidenta da ANPG, Luana Bonone, e o Vice-Presidente da ANPG, Cristiano Fecha, integraram a mesa.

Cristiano Fecha, Luana Bonone e professor Carlos Levi, durante primeira mesa do Congresso
Cristiano Fecha, Luana Bonone e professor Carlos Levi, durante primeira mesa do Congresso. Foto: Lado B Filmes

O reitor da UFRJ falou sobre a importância da universidade, como base da formação da estrutura social do país, e explicou que esta instituição – a universidade- se sustenta, em tempos atuais, pela tríade do ensino de graduação e pós-graduação, da pesquisa e da extensão. Dessa forma, segundo Levi, o papel dos estudantes de pós-graduação, a partir da interação com a sua instituição de ensino, é garantir a continuidade do projeto de universidade. Por fim, o reitor comentou e pediu o apoio dos presentes para que seja discutido um programa que a universidade está planejando implementar, o UFRJ Sem Fronteiras, que visa a internacionalização das atividades universitárias, com alternativas e estratégias que se adequem às necessidades dos estudantes da universidade carioca.

A Presidenta da ANPG, Luana Bonone, tomou como gancho a fala do reitor sobre o projeto UFRJ Sem Fronteiras, baseado no programa Ciências Sem Fronteiras (CsF) do MCTI e MEC, para destacar alguns pontos que, em sua opinião, precisam ser melhorados no programa do governo federal, como a inclusão da área de humanas no programa. Falou também sobre a desvalorização das bolsas de pesquisa e dos esforços da ANPG em prol do reajuste imediato.

Durante sua intervenção, o vice-presidente da ANPG, Cristiano Fecha, comentou sobre a grandeza deste congresso e a regulamentação da categoria dos pós-graduandos: “Esse congresso é o maior em número de delegados eleitos, dessa forma, temos plenas condições de ir à Brasília e reivindicar a pauta dos benefícios pós-graduandos e a regulamentação da categoria dos pós-graduandos junto aos ministérios”, comentou Cristiano.

Ao final da exposição da mesa, os delegados e observadores de todo o Brasil puderam fazer perguntas e expor suas opiniões sobre o tema. O congresso segue ate o dia 4, na UFRJ.

Por Natasha Ramos, do Rio de Janeiro

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