*Por Claudimar Amaro

As APGs-USP e a ANPG estão neste mês fazendo inúmeras conversas com os deputados e as lideranças dos partidos na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo para tentar colocar a necessidade de ampliação de verbas da USP.

Com a proposta de realização de uma mesa para discutir o tema a Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação e a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento realizou na última terça-feira uma Audiência Pública para discutir o aporte as Universidades Estaduais e ao Centro Paula Souza (responsável por cursos técnicos e tecnológicos). (clique aqui para ver reportagem no site da assembléia)
Infelizmente, mesmo com nossa mobilização, as vozes dos estudantes foram retiradas da mesa e da explanação inicial, mas o Fórum das Seis e os representantes das reitorias da UNESP e UNICAMP mostraram o quanto as expansões pressionadas por vários anos consecutivos do governo estadual gerou um aumento de gastos exorbitante, ainda mais deficitário pelas promessas não efetivadas pelo governador.
Em nossas falas, quando aberto ao público, deixamos claro que a pesquisa na USP está sendo prejudicada com a limitação financeira e que isto ainda ficará pior com a redução de verba estimada pela redução da arrecadação. Todos admitem que a verba é insuficiente, mas admitir que esta verba é insuficiente e não fazer nada, ou que as agências de fomento manterão a pesquisa nas universidades com seus aportes pontuais e direcionados, ou que mudanças administrativas internas saneiem o rombo orçamentário a ela imposto pelo governo, é assumir o prejuízo a ciência e a educação nos âmbitos das Universidades e centros de capacitação em tecnologia do estado mais rico da união.
Mais do que isto, esta atitude é assumir o fim ao papéis de excelência nacional e mundial destas instituições, fugindo de uma resposta qualificada a crise econômica vigente, através de um modelo de apoio a educação e ao desenvolvimento tecnológico que estruture um modelo de desenvolvimento nacional que recupere através de uma rede de desenvolvimento mais postos de trabalho e maior consumo de bens e serviços em São Paulo e no Brasil.
Estamos conscientes que nosso papel de pressão deve ser ainda maior em um ambiente legislativo majoritariamente governista e corremos o risco de vermos repetir o telefone nas altas da madrugada de não permissão da negociação pelo executivo, mas deixamos claros que os pós-graduandos da USP, assim com os demais estudantes, funcionários, docentes e reitores entendem que a ampliação da verba para as Universidades Estaduais e o Centro Paula Souza seria uma proposta estratégica para São Paulo.
Continuaremos lá, lutando pela USP, UNESP, UNICAMP e Centro Paula Souza, e pelo que eles representam na educação, ciência e tecnologia do Brasil, até o final da aprovação das lei de diretrizes orçamentária e confiantes na sensibilidade dos deputados, na independência do poder legislativo e no compromisso dos deputados com seus eleitores e com o avanço de São Paulo e do Brasil.
Nos mantemos atentos e agindo, e sugerimos aos demais eleitores que assim também o façam.

*Claudimar Amaro é médico, biomédico e Doutorando em Clínica Cirúrgica – Morfologia e Cirurgia Experimental pela FMRP-USP

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