Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo lançou chamada de propostas de apoio à infraestrutura de pesquisa de Museus, Centros Depositários de Informações e Documentos e de Coleções Biológicas

As solicitações iniciais devem ser encaminhadas até 18 de dezembro e o prazo previsto para análise é de aproximadamente 180 dias. O período de vigência do auxílio será de 12 meses.

 

Serão priorizadas propostas que reflitam concepções inovadoras a respeito das modalidades e meios de armazenamento, organização e disponibilização de acervos – especialmente em se tratando de centros que já tenham se beneficiado de apoio significativo da Fapesp, no âmbito de programas de infraestrutura.

 

A Chamada de Propostas de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa comporta três módulos: 1) Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Museus, 2) Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Arquivos e Acervos Documentais; e 3) Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Acervos de Coleções Biológicas.

 

Infraestrutura de pesquisa

 

Em 1994 a Fapesp criou o Programa Emergencial de Apoio à Infraestrutura, destinado a apoiar a recuperação e modernização da infraestrutura de pesquisa no estado de São Paulo. Em suas cinco fases, o programa logrou sanar as carências infraestruturais mais importantes dos grupos produtivos de pesquisadores, dotando-os de condições adequadas ao desenvolvimento de atividades de pesquisa inovadora.

 

Em 1999, a Fapesp encerrou o programa, uma vez que a situação emergencial que justificara sua criação já havia sido superada. Cabia então conceber canais ordinários e permanentes de aplicação de recursos na manutenção e no aperfeiçoamento contínuos da infraestrutura instalada, entendida essa aplicação como apoio indireto ao desenvolvimento dos projetos de pesquisa avaliados e apoiados pela Fapesp em suas linhas de apoio direto.

 

Com esse intuito, foram instituídas as Reservas Técnicas associadas aos Auxílios à Pesquisa, Regulares e Temáticos, e às bolsas de pós-graduação, por meio das quais os centros de pesquisa se beneficiam regularmente de auxílio na proporção do número e porte dos projetos apoiados pela Fapesp que neles se realizam.

 

Nos últimos 12 anos, a Fapesp investiu diretamente em torno de R$ 100 milhões na infraestrutura de bibliotecas de instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo e no acervo dessas instituições por meio do Programa FAP-Livros.

 

Há, no entanto, um conjunto de unidades institucionais de que depende essencialmente o bom funcionamento do sistema de pesquisa e cujas necessidades infraestruturais não podem ser convenientemente atendidas por meio dessas reservas técnicas.

 

Trata-se de unidades cuja missão principal não é a de sediar grupos de pesquisa, mas a de servir de depositários de informações, documentos e coleções biológicas relevantes para o desenvolvimento de projetos baseados fora delas e muitas vezes fora da instituição a que pertencem.

 

Assim como outros museus, as coleções biológicas têm parte do acervo aberto à consulta pública – seja no local ou por meio de bancos de dados disponibilizados na internet – e outra parte destinada à pesquisa.

 

Cabe ressaltar que parte do acervo das coleções biológicas é de fundamental importância para o setor produtivo interessado no desenvolvimento tecnológico de moléculas e produtos de espécies nativas, pois é imprescindível que estas estejam devidamente incorporadas ao acervo de coleções e referenciadas em bases de dados. Essa exigência legal se aplica tanto à indústria de fármacos, de cosméticos e de alimentos como à de defensivos agrícolas.

 

Por conta disso, a Chamada de Propostas de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Museus, Centros Depositários de Informações e Documentos e de Coleções Biológicas busca atender a tais necessidades, oferecendo apoio à infraestrutura de suporte à pesquisa de museus, arquivos, sedes de bancos de dados e de coleções biológicas.

(Agência Fapesp, 29/10)

 

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