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Crédito: Ascom – MCTI

De acordo com o site do MCTI, o coordenador para Mar e Antártica do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Andrei Polejack,  se reuniu no dia 31 de outubro com uma delegação de especialistas portugueses chefiada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor.
Do encontro Polejack avaliou que a parceria entre Brasil e Portugal em pesquisa espacial e oceânica, envolvendo a Estação Internacional dos Açores (AIR Center, na sigla em inglês), pode mudar o rumo da ciência feita no Oceano Atlântico.
Segundo Polejack, o AIR Center pode incluir Açores em um futuro mapa de ilhas oceânicas com observatórios interligados. “Temos dois arquipélagos importantes – Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo – e mantemos parceria com a Alemanha em Mindelo, em Cabo Verde”, disse. “Se fôssemos capazes de ter observatórios intercambiáveis nessas quatro localidades, pegaríamos a célula do Atlântico Tropical inteira, além de a gente baratear custos com embarcações. Então, consideramos a articulação com a iniciativa portuguesa como uma excelente oportunidade de se mudar o rumo da história da ciência feita no Atlântico.”
Polejack recordou que o MCTIC assinou com a União Europeia, em novembro de 2015, uma declaração de intenções para intensificar a pesquisa conjunta no oceano. “A ideia é que possamos finalmente trabalhar o Atlântico, pela primeira vez na história, como uma bacia, para que entendamos, do Ártico até a Antártica, como é a dinâmica marinha e como isso influencia a vida de todos nós em terra firme”, explicou. “A União Europeia procurou Brasil e África do Sul. Já fechamos acordo bilateral com a Alemanha, estamos negociando outro com a França e, agora, temos espaço para nos aproximar de Portugal.”
De acordo com o coordenador, a declaração possibilitou ao MCTIC se tornar beneficiário e signatário do projeto AtlantOS, financiado pelo programa europeu Horizonte 2020. “Trata-se de uma ótima ferramenta para que possamos trabalhar em conjunto e montar redes, a fim de unificar sistemas de observação em todo o Atlântico e estabelecer uma troca de dados como nunca antes foi feito”, definiu Polejack, ao informar que o Brasil integra à plataforma o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SIMCosta), a Rede de Boias Ancoradas para Pesquisa Piloto no Atlântico Tropical (Pirata, na sigla em inglês) e o Samoc, que analisa a circulação de calor, entre outros instrumentos.
Ele lembrou que Brasil e África do Sul se alternam na realização do Workshop Sul-Sul sobre a Colaboração em Pesquisa no Atlântico Sul e Tropical, que ocorre no país africano, no fim de novembro, após a edição inaugural, em Brasília, em outubro de 2015. “Vamos fechar uma agenda científica com Angola, Argentina, Namíbia e Uruguai”, previu. “Nosso país tem uma liderança nata no oceano. Nesse sentido, adquirimos o [Navio de Pesquisa Hidroceanográfico] Vital de Oliveira, que, já em sua missão inaugural de pesquisa, veio da China e atravessou o Atlântico da Cidade do Cabo ao Rio de Janeiro.”
Para o ministro português, a estratégia brasileira em pesquisa oceânica está “perfeitamente integrada” aos objetivos do AIR Center. “Nós precisamos combinar formas de ir pelo mar e pelo espaço rumo à liderança de uma nova agenda científica”, afirmou. “Temos que ser inovadores para nos preparar aos desafios da próxima década. Isso passa por ampliar parcerias com o setor privado.”
Fonte: MCTI

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