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No dia 04 de março ficará marcado na história da Universidade Federal de Minas Gerais. O Conselho de Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais (CEPE) discutiu e aprovou um projeto sobre cotas na pós-graduação.
Para a aprovação acontecer um ato em defesa das cotas foi convocado na frente da reitoria, reunindo representantes de entidades de defesa dos direitos da população negra, do movimento negro, da educação, e outros militantes dos movimentos. Phillipe Pessoa, coordenador do Fórum de Divulgação Científica da ANPG esteve presente no ato. Em sua intervenção, registrou o histórico da pauta de cotas na pós-graduação a partir da aprovação da resolução congressual de 2014, a criação do grupo de trabalho na CAPES e a publicação da portaria número 13 de 2016.
“Com muita luta estamos conseguindo quebrar o conservadorismo na UFMG. A entrada de estudantes de origem negra e periférica tem contribuído para este cenário”, disse Alexandre Braga, estudante de Ciência do Estado da UFMG e membro do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial. “Estamos aqui pela democratização da universidade. Já avançamos na graduação e falta na pós. Além disso, temos a questão epistêmica, pois a maioria do conhecimento gerado é por cientistas brancos, negligenciando estudos de populações quilombolas, educação indígena, mulheres negras. Precisamos democratizar também a produção de conhecimento”, declarou Kelly Cândido, mestranda da FAE-UFMG, que pesquisa de trajetórias de estudantes negros na pós-graduação.
A proposta de cotas aprovada é de reserva para negros, indígenas e pessoas com deficiência, ampla para todos os programas com uma percentagem entre 20 e 50% a ser definida localmente.

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