De acordo com o professor Pedro Garcia Duarte, coordenador do programa de pós-graduação do Departamento de Economia da FEA, o curso já existia na unidade, mas com outro nome (Economia das Instituições e do Desenvolvimento) e uma proposta curricular diferente. Houve a necessidade, para os professores, de se adequar o curso às novas realidades – "e dar uma estrutura mais bem definida para a área", diz Duarte.

Chegou-se então a um curso mais focado no debate sobre a economia do desenvolvimento, o que permite diversas abordagens. “Pode se ter abordagem histórica, quantitativa, teórica, sob aspectos institucionais e de desenvolvimento”, explica o professor Pedro Duarte.

Ao modificar o curso, a FEA também buscou atrair mais alunos que se identifiquem com estas questões. “O perfil do aluno que buscamos é aquele que quer estudar desenvolvimento econômico em uma abordagem mais ampla”, diz Duarte. O que a faculdade espera, também, é que os alunos sejam muito participativos, e que aproveitem, ao máximo, todas as atividades da Universidade. “É esse ambiente que é o grande diferencial de um programa de doutorado”, explica.

Sobre o curso
A grade curricular do programa de doutorado em Economia do Desenvolvimento será baseada em dois eixos temáticos: teoria do desenvolvimento econômico e métodos quantitativos, e história econômica e do pensamento econômico. Entre as disciplinas ministradas, os assuntos tratados variam de economia brasileira a macroeconomia do desenvolvimento econômico. “Percebe-se pelas disciplinas que ele [o curso] tem um caráter plural”, pontua o coordenador Pedro Duarte.

Além das disciplinas oferecidas pelo próprio programa, o curso exigirá também que o aluno frequente matérias de outros setores da Faculdade, como Econometria e Otimização Dinâmica, que são promovidas pela pós-graduação da FEA. Segundo Duarte, no caso de Econometria, que se refere a métodos matemáticos e estatísticos para economia, o aluno poderá escolher dentre várias linhas, a que mais se adeque ao seu projeto de pesquisa. “A ideia é que ele escolha uma que vai ajudá-lo na tese”.

Ainda de acordo com o professor, já existem cursos sobre o mesmo tema em outras instituições. Mas, para ele, o fato de proporcionar uma gama maior de discussões representa o diferencial do programa na USP. “Aqui a gente quer expor o aluno a diferentes abordagens”, conta. Sobre a capacitação do profissional formado, Duarte afirma que o curso tem o potencial de formar profissionais tanto para a área acadêmica quanto para o trabalho em agências de pesquisa, como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal.

Desafios
Segundo Duarte, o desenvolvimento econômico sempre foi, principalmente para os países da América Latina, um tema muito forte e, por esse motivo, ainda continua com questões que são fundamentais. No caso do Brasil, ele acredita também que este é um momento oportuno para a discussão do assunto, devido à situação econômica do país. “O Brasil está relativamente bem no panorama dos países latino-americanos em termos de crescimento, mas tem uma série de desafios a enfrentar”, ressalta.

Sobre a importância do curso para a USP, Duarte afirma que ele se encaixa perfeitamente em seu perfil, que é de ser uma universidade de excelência nas diversas áreas. Além disso, garante que o curso é único, na medida em que o Departamento de Economia da FEA permite essa diversidade de abordagens. “A Universidade tem que se orgulhar dessas iniciativas porque elas contribuem efetivamente para o debate sobre a questão do desenvolvimento econômico”.

Inscrições
As inscrições para o processo seletivo do curso de doutorado em Economia do Desenvolvimento podem ser feitas até o dia 10 de junho, na Secretaria de Pós-graduação da FEA.

As demais informações como documentação, notas de corte, requisitos do projeto e bibliografia podem ser conferidas no edital do processo seletivo.

A FEA fica na Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo. Para mais informações, basta acessar o folder de divulgação do curso, ou o site da FEA.


Fonte: Lucas Rodrigues / USP Online

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