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A ANPG convida o conjunto dos pós-graduandos brasileiros para ocupar Brasília entre os dias 10 e 12 de agosto. O objetivo é pressionar o governo pela reversão dos cortes nas áreas de Educação e Ciência e Tecnologia, em especial, cortes significativos nas verbas de custeio da Capes e paralização da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Reunida em São Carlos, durante a 67a reunião anual da SBPC, a diretoria da entidade deliberou a convocação de um conjunto de atividades e mobilizações contra os cortes nessas áreas. Entre elas já está marcada audiência pública da comissão de educação da câmara federal que contará com a presença dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação para debater “A importância da pós-graduação e os direitos dos pós-graduandos”. Além da audiência pública, a entidade está requerendo reuniões com todas as autoridades do setor, na tentativa de restabelecer o fluxo financeiro para os programas de pós-graduação.

Os cortes estão impactando de forma diferente cada universidade no Brasil. Em alguns lugares, a própria Reitoria ou pró-reitoria tem estimulado o movimento. Segundo Isac Medeiros, presidente do FOPROP (Fórum de pró-reitores de pós-graduação e pesquisa), “inicialmente o Foprop reconhece a necessidade de ajuste fiscal para buscar o equilíbrio nas contas públicas. No entanto, preocupam os cortes nas verbas de custeio da pós-graduação, os quais inviabilizam o próprio funcionamento das rotinas dos cursos de pós-graduação, como a realização de bancas de qualificação e de defesa, aquisição de insumos para a pesquisa, funcionamento de laboratórios, manutenção de equipamentos, participação de docentes e discentes em eventos científicos, coleta de dados, apoio à publicação de artigos científicos, entre outros. Desta forma, o Foprop se manifestou (através de Nota Pública) contrário aos cortes impostos pelo MEC que impactam negativamente no financiamento da pós-graduação brasileira e considerou imprescindível a recomposição do orçamento da CAPES, visando à sustentabilidade da pós-graduação. Afinal, se o país hoje é reconhecido mundialmente pela sua capacitação científica e tecnológica, deve muito ao papel que a CAPES tem cumprido ao longo de seus 60 anos de existência. Deixar de apoiar a agência pode trazer prejuízos para a comunidade científica do país, o que pode afetar todo o sistema nacional de pós-graduação, notadamente reconhecido como um dos mais bem sucedidos projetos educacionais do país”.

Na UFBA, por exemplo, a pós-graduação também foi atingida por atrasos da FAPESB e os pós-graduandos tem se organizado para combater os cortes.

Ocupe Brasília terá acampamento
Além de buscar reuniões, a ANPG está organizando um acampamento em frente o MEC, como forma de pressionar seus dirigentes a cumprirem os compromissos assumidos, como o grupo de trabalho sobre direitos.

Para Tamara Naiz, Presidenta da entidade, “esse grupo de trabalho é importante para avançarmos em curto e médio prazo na pauta de direitos para os pós-graduandos, definida pelo congresso da ANPG”.

Sobre o conjunto de atividades em Brasília, Tamara diz que o acampamento e as manifestações que devem acontecer durante a próxima terça-feira (11), “é um grito de apelo da pós- graduação brasileira contra os cortes orçamentários e contra a interrupção do ciclo virtuoso de crescimento que a pós-graduação brasileira vivenciou nos últimos anos”.

Na terça-feira (11), também será realizada audiência pública no auditório do Congresso Nacional para debater os desafios encontrados pelos estudantes de pós-graduação, e a importância da qualificação oferecida pelos cursos (Saiba mais aqui).

Veja a Convocatória Oficial do Dia Nacional de Mobilização da Pós-Graduação

Da redação

 

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