Pós-graduandos das universidades do Estado de São Paulo fazem carta em apoio à greve dos professores estaduais, paralisados desde 13 de março. Os docentes buscam valorização profissional e melhorias na rede pública. A causa já recebeu apoio de entidades como Adusp e Sintusp, que em carta afirma que o apoio se deve ao fato de que as escolas estão cada vez mais precarizadas pelos cortes feitos pelo governo do Estado e os baixos salários, já que os professores possuem o menor piso salarial de nível superior da região.

Segundo a carta dos Pós-graduandos em apoio à greve, a luta pode abrir portas para a construção de uma educação emancipadora, começando com a própria valorização da categoria.

Para assinar o documento, mande seu nome completo, curso de pós-graduação e universidade para [email protected]
A carta, que é assinada por diversos pós-graduandos, está na íntegra abaixo:

Nós, Pós-Graduandos das universidades do estado de São Paulo, viemos através desta carta manifestar nosso mais completo apoio e solidariedade aos professores da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 13 de março de 2015.
O movimento grevista dos professores nos enche de coragem e esperança para, finalmente, enfrentar o processo de sucateamento e descaso com que a educação pública é conduzida no estado de São Paulo, pelas mãos do Governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Acreditamos que a luta dos docentes possa ser capaz de abrir as portas para a construção de uma educação definitivamente emancipadora, que prepare os estudantes para o exercício da cidadania e da participação ativa na sociedade, o que começa com a própria valorização da categoria dos docentes. Desta forma, as reivindicações dos professores nos parecem extremamente legítimas, pois lutam por melhores condições de trabalho e ensino, que devem ser encampadas por todos os setores da sociedade.
Acreditamos, ainda, que estas demandas devem ser tomadas como solo fértil para fomentar debates em torno da aplicação de um novo paradigma de educação escolar, que pense o processo de aprendizagem como uma ação criativa, como uma troca entre docentes e discentes capaz de levar em conta as experiências dos indivíduos, e capaz de promover as mudanças que urgem em nossa sociedade.
Ressaltamos, por fim, que o direito de greve é um princípio fundamental de democracia e reconhecemos as reivindicações dos professores em toda sua legitimidade: endossamos a voz deste movimento, em greve e em luta, por melhores condições de trabalho e ensino, e exigimos que todas as suas pautas sejam atendidas pelo Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sem que haja corte no ponto destes trabalhadores.
Nenhum direito a menos! Nenhum passo atrás!

Da Redação

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