A pressão feita pelos pós-graduandos de todo país para que o governo cumprisse o acordo firmado com os estudantes deu resultado e a partir desse mês as bolsas já estarão com os valores reajustados. Os reajustes ofertados pela Capes e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foram anunciados em março, logo após uma série de manifestações dos estudantes capitaneadas pela campanha de bolsas da Associação Nacional de Pós-Graduandos. Os novos valores começam a ser pagos agora: a bolsa de mestrado passa de R$ 1.350 para R$ 1.500, a de doutorado, de R$ 2.000 para R$ 2.200 e a de pós-doutorado de R$ 3.700 para R$ 4.100. 

Contudo, apesar do aumento, os alunos ainda encontrarão dificuldades para se dedicarem exclusivamente à pesquisa, utilizando a bolsa para pagar aluguel, contas, alimentação, viagens e livros, pois os valores ainda são insuficientes para cobrir esses gastos e permitir ao estudante uma dedicação condizente com a sua responsabilidade. A ANPG defende maior valorização das bolsas através da aprovação de um mecanismo de reajuste permanente que, ao mesmo tempo em que impeça a defasagem por conta da inflação, consiga elevar o seu valor real para suprir a defasagem histórica.
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Segundo a presidenta da ANPG, Luana Bonone “precisamos valorizar o reajuste concedido, foi uma vitória do movimento nacional de pós-graduandos que se mobilizou intensamente e cobrou, de forma criativa e eficaz, a promessa feita pelo governo de reajustar as bolsas. Contudo, sabemos que essa vitória é parte de uma luta maior que é a aprovação de um Projeto de Lei que garanta a valorização permanente dessas bolsas”.

A ANPG realizará nos próximos meses atividades em diversas universidades pelo país para discutir esse PL e mobilizar os pós-graduandos e a sociedade no intuito da aprovação desse importante mecanismo de valorização da pesquisa em nosso país. 

 

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