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O professor Orlando Acosta, membro da Associação Sindical de Professores Universitários (ASPU), Colômbia e o Diretor da ANPG, Flávio Franco

Com a tarefa de auxiliar e organizar o movimento estudantil de pós-graduando na América Latina, a ANPG, representada pelo Diretor de Relações Internacionais, Flávio Franco, esteve presente entre os dias 28 e 30 de outubro deste ano no Congresso Estudantil da Associação Colombiana de Estudantes Universitários.  “Fomos convidados para falar da experiência do movimento nacional dos pós-graduandos e da luta politica pelos direitos dos mesmos. Além de mostrar como nossa entidade se relaciona com o corpo acadêmico e as instituições de ciências e tecnologia do Brasil e a nossa perspectiva em relação ao desenvolvimento e internacionalização da ciências e tecnologia no âmbito de cooperação e solidariedade na América Latina”, contou Franco.
O diretor esteve presente em três mesas de debates. A primeira com o tema “O desenvolvimento da ciência e tecnologia no ensino superior na América Latina” foi debatida juntamente com o professor Orlando Acosta, membro da Associação Sindical de Professores Universitários – ASPU – Colômbia. “Nessa primeira mesa apresentei o histórico da ANPG, o nosso formato de organização e em quais estâncias de participação estamos junto ao ministério da educação e o ministério da tecnologia. Também apresentei nossa participação dentros das APGS”, explicou Franco.
Segundo Franco, nesta mesa também foi debatido a necessidade de organização e criação de associações nacionais de pós-graduandos na América Latina. “É preciso fortalecer o desenvolvimento e a mobilização de estudantes na produção cientifica e tecnológica nos países latinos americanos. A ciência produzida na universidade tem que estar disponível para a sociedade e tem que ter uma perspectiva de emancipação e inclusão social e produtiva dos cidadãos e da classe trabalhadora”.
Na ocasião o diretor também explicou sobre o segundo seminário de internacionalização da pós-graduação no Brasil e convidou as organizações estudantis da América Latina para ver e experimentar como são organizados e debatidos esses assuntos na pós-graduação.
A segunda mesa foi sobre “A experiência brasileira de cooperação e internacionalização dos estudantes estrangeiros no Brasil”. Segundo Franco, o debate girou em torno dos processos de cooperação PEC PG (Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação). “Isso gerou um interesse muito grande dos estudantes universitários da Colômbia, visto que a pós lá é privada e muito cara. Por isso muitos estudantes migram para os países latino americanos como Brasil, Argentina e Uruguai fazer seus estudos da pós-graduação”, disse. Franco também conta que fez uma provocação sobre a fuga dos cérebros da Colômbia para outros países. “Esta foi uma crítica ao governo colombiano que não investe em ciência e tecnologia e em programas de pós-graduação”.
Na terceira mesa o debate girou em torno da conjuntura internacional na América Latina e no mundo a partir da crise econômica do capitalismo. “Também debatemos as medidas de austeridade que estão influenciando e estabelecendo uma onda de ódio e neo-fascismo nos países que experimentaram governos progressistas democráticos. A ANPG provocou que é necessário a organização dos estudantes latino americanos em uma unidade politica. Com isso é possível combater a onda reacionária e os golpes que estão ocorrendo como foi o caso de Honduras, Paraguai e aqui no Brasil”, finalizou.

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