A Frente Brasil Popular convocou, na última sexta-feira (04), ato em defesa do Estado democrático de direito e dos direitos sociais em nosso país. Este ato foi convocado em caráter de emergência em virtude da condução coercitiva contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

No plenário da quadra dos bancários, zona central de São Paulo, onde aconteceu o ato, centenas de manifestantes lotaram o recinto, e muitos ficaram do lado de fora do local, bloqueando a rua.

A ANPG, uma das entidades que compõe a Frente, esteve presente representada por seus diretores e pela presidenta da entidade, Tamara Naiz, que subiu ao palco ao lado de dezenas de representantes de outras entidades dos movimentos estudantil e social.

 “A Associação Nacional de Pós-Graduandos se soma à Frente Brasil Popular e diversas entidades dos movimentos sociais contra qualquer tentativa de golpe. Jamais nos furtaremos da luta pelo bem mais precioso que é a democracia”, afirma Giovanny Kley, diretor da ANPG.

Seguiram-se diversas falas que abordaram questões como a declaração do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que expressou a sua preocupação com o fato de a condução coercitiva contra o ex-presidente Lula ter sido realizada mesmo sem ele sequer ter sido intimado a depor ou tenha se negado a ir a outros depoimentos que prestou este ano.

Segundo o presidente da Centra Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a ação contra o presidente Lula realizada na sexta-feira foi um abuso de poder e se constituiu como uma ação ilegal e desnecessária.

Cerca de duas horas após o início do ato, o ex-presidente Lula chegou ao local onde discursou a respeito do ocorrido mais cedo. “Eu não devo e não temo”, disse o presidente. Ao final, ele disse que está disposto a percorrer todo o país para animar os movimentos na luta por mais avanços sociais.

Confira o discurso de Lula na íntegra.

Da redação

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