No dia 25 de março a APG-UFSCar realizou sua atividade anual de recepção dos pós-graduandos. Este ano a atividade contou com duas mesas de discussão, uma intitulada “Direitos dos Pós-Graduandos e Produtivismo Acadêmico” e outra “Assédio na Pós-Graduação.”

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Após uma abertura feita pelos diretores da APG-UFSCar, onde se ressaltou as atividades da entidade no último ano, deu-se início a mesa primeira mesa. Hérisson Joaquim de Oliveira, diretor da APG-USP São Carlos considerou a dura situação dos pós-graduandos, diante disso afirmou que “a única coisa que podemos fazer é lutar pela criação do Estatuto de Direitos dos Pós-Graduandos. Um estatuto que reconheça o caráter híbrido de estudante/trabalhador, do profissional melhorando sua formação e que legisle na defesa dos nossos direitos.” Hérisson afirmou ainda “Esse documento já existe e nosso dever é unir a base e cobrar o governo pra que atenda nossas demandas.”

Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG, que também compôs a mesa, chamou a atenção de que a luta pelos direitos dos pós-graduandos é uma luta pela democratização da ciência no Brasil. Durante o debate, Cristiano afirmou que a responsabilidade da atual situação da CAPES é da presidenta Dilma Rousseff, “eu como muitas outras pessoas que votaram e fizeram campanha para Dilma queríamos derrotar Aécio Neves e toda a corja de reacionários misóginos, racistas e homofóbicos das mais diversas plumagens que se alinharam com ele. Mas, Dilma não está fazendo aquilo para o que ela foi eleita, em vez disso, ela veio com uma política de ajuste fiscal feito às custas de direitos dos trabalhadores e gastos sociais. Só o povo na rua pode mudar essa situação.”

Na mesa sobre Assédio na pós-graduação a advogada e feminista Fernanda Vargues Martins fez uma exposição elucidativa sobre a questão do assédio moral e sexual. Fernanda afirmou “Se seu colega ou sua colega demonstrar queda de rendimento e sinais de cansaço ou depressão, pode estar sendo coagido. Prestemos atenção nesses sinais para oferecer ajuda.”

A advogada listou os tipos mais comuns de assédio, que consistem em ameaçar constantemente, amedrontando quanto à perda do emprego, da bolsa ou da parceria; sobrecarregar de tarefas, não responder pedidos de ajuda ou de informações; desmoralizar publicamente; ignorar a presença; desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa, impedindo sua execução; espalhar entre os colegas que a vítima está com problemas nervosos; divulgar boatos sobre a moral da vítima e muitas vezes das pessoas que a apóiam e até não aprovar artigos.

Fernanda ressaltou que as vítimas de assédio podem procurar a política para relatar o crime se quiserem, mas além disso elas podem recorrer também “as instâncias disponíveis na Universidade, nos representantes dos alunos, entre eles a APG.” Daniel Rizzolli, Advogado CUT – São Carlos, também participou da mesa enfatizando aspectos legais daquilo que pode ser feito em casos de assédio na universidade.

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