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Fotos: Eduado Paulanti

A nona edição da Bienal de Arte e Cultura da UNE se encerrou na tarde da última sexta-feira (6) com milhares de estudantes unidos na orla do Rio de Janeiro para a Culturata, uma grande passeata em defesa das bandeiras do movimento estudantil. A manifestação, em clima de carnaval, contou ainda com o bloco da ANPG, “Tomara que Caia”, composto pelos diretores da entidade e diversos pós-graduandos de várias partes do Brasil.

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A concentração teve início por volta das 16h, quando jovens de todos os cantos do país se reuniram no posto 9, em Ipanema, e juntos marcharam e cantaram até o Arpoador para celebrar os seis dias de encontros e trocas do maior festival estudantil da América Latina.

O ato começou sob forte chuva, e os estudantes predominaram na orla do Rio. A Polícia Militar chegou a tentar impedir a caminhada, mas ao final venceram a energia e a vontade da estudantada.

“Este evento, em especial, o seminário de Internacionalização [realizado pela ANPG durante a 9a Bienal da UNE], foi importante para percebermos que em todos os cantos do Brasil os pós- graduandos estão questionando um processo de internacionalização da ciência que não tem direção, não tem objetivo claro e que, por isso, acaba por desviar a ciência brasileira de seu propósito: o de propor soluções para os problemas do nosso povo. O sequestro da agenda de pesquisa e a debandada de cérebros estão entre os resultados desta internacionalização a todo custo”, diz Mariana Moura, da APG USP-Capital.

De megafone na mão, a presidenta da UNE, Vic Barros, puxou os gritos por um “Brasil de paz e sem violência”, e celebrou a “maior Bienal da história da UNE”. Vic também fez ecoar o canto pela reforma política, pela democratização da mídia, pela reforma universitária e por uma política econômica democrática.

“Aproveitamos esta manifestaçao cultural para levar para as ruas as bandeiras da Campanha por Mais Direitos para os Pós-Graduandos e as Pós-Graduandas, em especial a de valorização das bolsas de pesquisa, que sofreram atraso nos meses de dezembro e janeiro e estao com seus valores defasados. Além dessa pauta, defendemos também a universalização e um mecanismo de reajuste anual do valor, pois acreditamos que a bolsa de pesquisa nao é só um direito do pós-graduando, mas uma necessidade para um país que precisa investir muito mais em Ciência e Tecnologia”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Ao final, sob os tambores do Rio Maracatu, os estudantes tomaram a pedra do Arpoador e hastearam as bandeiras do movimento estudantil, gravando na história e na memória de todos a passagem de um encontro mais do que especial.

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Da redação com informações da UNE

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