Na madrugada desta quinta-feira, 10 de junho, o Senado Federal aprovou (por 38 votos favoráveis, 31 votos contrários e uma abstenção) não só a criação do Fundo Social do Pré-Sal, mas também a emenda da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) que prevê a destinação de 50% das verbas do Fundo Social do Pré-Sal para Educação.

A vitória histórica dos estudantes foi fruto de ampla mobilização das entidades estudantis: debates,passeatas, atos políticos, pressão corpo a corpo em Brasília. Até guerrilha virtual nas redes sociais fez parte das ações. Milhares de mensagens foram enviadas para todos os senadores via twitter, o que provocou o compromisso público de muitos deles com a votação favorável à emenda.

As entidades criticaram veementemente por meio de nota oficial o primeiro relatório divulgado na terça-feira (8/6), que descaracterizava o objetivo do Fundo Social ao propor que os recursos deveriam ser destinados a diversas áreas, sem dizer claramente qual deveria ser a prioridade. 

Educação, ciência e tecnologia

Para Elisangela Lizardo, presidente da ANPG "A conquista de 50% do Pré-Sal pra Educação é motivo de muita comemoração para a ANPG. Há muito estamos construindo essa campanha em conjunto com a UNE e a UBES. É hora do Brasil pagar de uma vez por todas, a dívida histórica com a Educação. A expectativa agora é pra que haja investimentos em Conhecimento Científico, através do aumento de bolsas de Iniciação Científica, por exemplo. Popularizar a ciência no Brasil é necessário! A batalha das entidades estudantis continua."

A possibilidade de conferir qualidade ao ensino básico, hoje universalizado, e a ampliação de vagas e infraestrutura nas universidades públicas são bandeiras históricas e muito caras ao Movimento Estudantil em geral. A emenda aprovada prevê, ainda, que da verba destinada para a educação, 80% serão destinados ao Ensino Básico. A medida é considerada positiva, entretanto investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação também fazem parte da reivindicação na defesa do tripé universitário: Ensino, Pesquisa e Extensão.

"Essa é uma vitória obtida pelas entidades estudantis, um marco histórico nas conquistas sociais. Cabe salientar, entretanto, para inclusive fomentar o debate, que a produção norteia a demanda educacional e não o oposto. É fundamental que haja investimentos em infra-estrutura que proporcionem o cresimento do país e em ciência, tecnologia e inovação, para que esta produção cresça também em valor agregado. "declarou Vasco Rodrigo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG. 

Sem descanso

A próxima batalha agora é na Câmara dos Deputados. E as entidades prometem não descansar.

Augusto Chagas, presidente da UNE, esteve presente durante toda a votação em Brasília: “Fiz questão de ficar até o último minuto da votação. Conversei com cada parlamentar. Mostrei a importância da nossa emenda para o futuro da nação. Fiquei realmente muito emocionado quando conseguimos a aprovação. É o sonho geracional de transformação do país. Vamos garantir para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos e toda uma geração de brasileiros e brasileiras um futuro promissor, com uma educação pública, gratuita e de qualidade”, disse. "Agora, vamos lutar da mesma forma e com muito mais mobilização em cada canto do Brasil pela promulgação da emenda".

 

Da redação, com informações do Estudantenet.

 

 

 

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