Representantes do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular distribuíram panfletos com manifestação contra o Conceito Preliminar de Curso (CPC), lançado pelo MEC nesta quarta-feira (6). Para eles, a divulgação do Conceito prejudicará a imagem das Instituições de Ensino Superior (IES) e por conseqüência de seus alunos.

 

"Não fomos consultados para a elaboração do Conceito; estamos sendo contra a maneira como ele foi feito", dispara Gabriel Mario Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).


Qualificação e dedicação dos docentes pesam mais

No CPC, o Ministério da Educação (MEC) leva em conta não apenas o desempenho dos alunos, mas também a infra-estrutura da instituição, recursos didático-pedagógicos e percentuais de professores doutores e de profissionais com dedicação parcial ou integral à instituição. "Não há obrigação de as faculdades terem doutores; elas serão prejudicadas", disse Rodrigues.

Questionado sobre a relação entre qualidade de ensino e titulação dos docentes, Rodrigues respondeu: "Teoricamente, é lógico que professor que tem doutorado tem mais conhecimento do assunto. Mas nem sempre isso acontece na prátic, porque esse professor tem um perfil de pesquisador e, às vezes, não é um bom comunicador".

Para o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Hugo Valadares, esta é uma situação delicada: “nós defendemos um ensino de qualidade, mas não apoiamos o fechamento dos cursos no meio do semestre, pois os estudantes ficariam abandonados. O procedimento mais correto é que haja alguma forma legal para ampará-los, para possam continuar seus estudos normalmente.”


Vistoria para cursos com conceito 1 e 2

Segundo o MEC, os cursos que obtiverem CPC 1 e 2 serão automaticamente incluídos no cronograma de visitas dos avaliadores do Instituto Nacional de Estudos de Pesquisas   (Inep), como é o caso dos 329 cursos entre os 1745 de instituições privadas que foram avaliados.

 

Da redação
Com Uol
 

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