O Brasilianas.org de segunda-feira (10) discutirá, ao vivo, às 22h, na TV Brasil, o Programa TI Maior, lançado pelo governo federal no dia 20 de agosto. O pacote investirá cerca de R$ 500 milhões em inovação, desenvolvimento de softwares no Brasil e tecnologia da informação até 2015. Do valor, R$ 40 milhões serão destinados às pequenas empresa de inovação – as chamadas “startups”, geralmente originadas de grupos de pesquisa em universidades ou grandes empresas.
 
Para debater o assunto, participam do programa o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Virgílio Almeida; o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Rego do Gil, e a CEO da Stefanini Informática no Brasil, Mônica Herrero.
 
 
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Entenda o Programa TI Maior
 
No dia 20 de agosto, o governo federal lançou, em São Paulo, o Programa TI Maior, que investirá cerca de R$ 500 milhões em inovação, desenvolvimento de softwares no Brasil e tecnologia da informação até 2015. Do valor, R$ 40 milhões serão destinados às pequenas empresa de inovação – as chamadas “startups”, geralmente originadas de grupos de pesquisa em universidades ou grandes empresas. 
 
O setor de Tecnologia da Informação (TI) merece atenção no Brasil. Segundo dados divulgados durante a Conferência Outsourcing & Parcerias Estratégicas, realizada em junho, em São Paulo, a perspectiva é que o mercado mundial chegue a US$ 856 bilhões neste ano, com previsão de crescimento médio anual de 3,8% entre 2009 e 2015. Na América Latina, a projeção para este ano é de US$ 34 bilhões e crescimento médio de 9,6%.
 
Na região, o Brasil é o país que mais se destaca, sendo o principal destino de investimentos em serviços de TI, com mercado de US$ 14,8 bilhões – aproximadamente 45% do mercado latino-americano. A tendência de crescimento aqui, entre 2009 e 2015, é de 11%. Isso se explica pelo bom desempenho econômico do país, com consolidação de um mercado interno sólido e alvo de investimentos externos de países europeus, asiáticos e Estados Unidos. Contudo, como sabemos, estabelecer um mercado interno forte e confiável não é suficiente. O bom é que com isso são criados gargalos de infraesrutura e serviços, que devem ser acompanhados de investimentos em inovação, mão de obra especializada e tecnologia. 
 
É aí que entra o pacote do governo federal, que de um ano pra cá, após o lançamento do programa Brasil Maior, anunciou uma série de pacotes para salvar a indústria brasileira. Entre os setores que mereceram atenção do governo estava o de TI, que também teve desoneração da folha de pagamentos – uma medida ajudar o produto nacional a competir lá fora. O programa se baseia nos seguintes eixos: desenvolvimento econômico e social; posicionamento internacional; inovação e empreendedorismo; competitividade; pesquisa; desenvolvimento tecnológico e inovação. os recursos virão, principalmente, da FINEP e do CNPq. Veja abaixo reportagem da comunicação do MCTI.
 
Agora, com o TI Maior, o governo dá sinais de que está consciente de que o país não pode ser apenas um bom mercado: deve ter produtos de alto valor agregado, com o máximo de componentes nacionais possíveis. No pronunciamento no dia do lançamento do programa, o ministro Marco Antonio Raupp, da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) disse que o objetivo é fazer com que a produção de softwares cresça a uma taxa muito alta. “Queremos que esse crescimento represente divisas para o Brasil, geração de renda para as empresas e criação de postos de trabalho qualificados para os brasileiros”.
 
Conforme informou a Agência Brasil, o governo contará com legislações já existentes, como a que trata da margem de preferência em licitações, que oferece adicional de preferência de até 25% para produtos com tecnologia desenvolvida no país, e o Decreto 7.174, que regulamenta a contratação de bens e serviços de informática pela administração pública federal. 
 
Ainda assim, as empresas beneficiarias das leis não precisam ser brasileiras, mas os softwares produzidos devem ser considerados nacionais. Para saber como será feito o processo de certificação, assista a um vídeo com Virgílio Almeida, secretário de política de Informática do MCTI, explicando como será a classificação do software nacional.
 
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Fonte: Brasilianas.org 
 
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