No último domingo (6), mais de 500 lideranças estudantis secundaristas de 300 entidades brasileiras estiveram reunidas na Universidade Nove de Julho (UNINOVE), em São Paulo, para a plenária final do 15º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UBES (CONEG).

Os delegados do 15º CONEG convocaram a realização do 41º Congresso Nacional da UBES (CONUBES), que será de 5 a 8 de novembro, em Brasília. Na ocasião, foi ainda aprovada a formação do Conselho Nacional de Eleição, Credenciamento e Organização (Cneco), que inicia o processo eleitoral do CONUBES e é aberto a todos os estudantes do ensino fundamental ao pré-vestibular e, até novembro, serão eleitos os que irão participar do Congresso. Os delegados são os que votam na eleição da nova diretoria da UBES e definem os rumos da entidade para o próximo período.

O CONEG deliberou as resoluções de Conjuntura, Movimento Estudantil e Educação que determinarão as políticas da entidade para os próximos meses. Além disso, deliberou também o resultado de ciclos de debates, conferências livres de juventude, atos políticos e intervenções.

A Secretária Geral da ANPG, Gabrielle Paulanti, participou da abertura do evento, momento em que foi destacado o papel da UBES na história do movimento estudantil e do Brasil, além da difícil organização política dos estudantes nas escolas e os desafios da educação brasileira. “Os estudantes já defenderam o petróleo brasileiro em muitos momentos da nossa história e continuarão defendendo. Além disso, o movimento estudantil tem história e memória, não aceitará golpe de nenhuma natureza, muito menos que vendam nossas riquezas em favor de interesses estrangeiros”, disse a Secretária, na ocasião.

No encontro também foi aprovada, após dois dias de debates e discussões, a carta do 3º Encontro de Mulheres (EME) da UBES, além de uma nota pelo fim da violência contra as mulheres.  Gabrielle Paulanti também participou do EME, em uma mesa que destacou a histórica luta das mulheres brasileiras, os desafios que ainda se apresentam, como a violência, a falta de direitos reprodutivos e a necessidade de uma reforma política que garanta paridade no Congresso Nacional.

“A maior parte do eleitorado brasileiro é composto por mulheres. Defender a democracia é defender o voto e a vontade das mulheres brasileiras. A maior parte de estudantes no Brasil é de mulheres, em todos os níveis educacionais. Dizer não aos cortes na educação é uma luta das mulheres”, disse.

Na ocasião, a diretora de Mulheres da UBES, Rose Nascimento, afirmou que “Os meninos precisam aprender a abrir mão de seus privilégios, porque quando uma mulher avança nenhum homem retrocede”, ao ler os textos aprovados.

O encontro se deu em meio a palavras de ordem, cartazes, bandeiras, música e comemoração.

Da redação, com informações da UBES

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