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No dia 11 de abril o secretário-geral da ANPG, Vinícius Soares, esteve em Brasília, na sede da Capes, para uma reunião com a Diretoria de Relações Internacionais. Participaram do encontro a professora Connie McManus, diretora de Relações Internacionais, Cynthia Sandes, assessora técnica da DRI, e Marilene Maria, Coordenação-Geral de Bolsas e Projetos (CGBP). Soares também estava junto com a doutoranda Ângela Arndt, do Programa de Pós-Graduação da Universidade Católica de Brasília, que integra um grupo de 880 doutorandos que escreveram e assinaram um abaixo-assinado para a CAPES sobre os problemas do edital deDoutorado Sanduíche. A ANPG intermediou o contato entre os estudantes e o órgão federal.
Os pedidos de considerações eram três. O primeiro deles era a sobre a exigência dos doutorandos estarem no Brasil com no mínimo seis meses de antecedência da defesa da tese. “Sobre esse ponto a CAPES informou que esta foi uma reivindicação do conjunto dos programas de pós-graduação, pois muitos doutorandos que viajavam para o exterior voltavam perto da defesa da tese e pediam prorrogação. Além disso, os doutorandos não tinham tempo hábil para compartilharem o conhecimento adquirido no exterior com o seu grupo de pesquisa e com o corpo discente e docente do programa”, explicou o secretário da entidade.
O segundo ponto era sobre a exigência de proeficiência da língua inglesa para os doutorandos que estão aplicando para Portugal. “Sobre este item, a CAPES informou que esta é uma reivindicação das instituições portuguesas que alegaram que muitas atividades e aulas são dadas em inglês”, disse Soares.
A terceira pauta da reunião era sobre a diminuição do score da proficiência pedido pela CAPES no edital. A ANPG verificou que a pontuação está mais alta que os pedidos pelas instituições internacionais. Um dos exemplos é a o Programa Fulbright de bolsas de estudo (Fulbright Fellowships e Fulbright Scholarships), patrocinado pelo Bureau of Educational and Cultural Affairs do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, que cobra proficiência em inglês comprovada com TOEFL IBT (mínimo 71) ou ITP (mínimo 527) realizados após 1 de agosto de 2016. E a CAPES está cobrando 79 para o IBT e 550 para ITP. É importante ressaltar que essa pontuação da Fullbright faz parte dos requisitos que a comissão pede para doutarado sanduíche nos EUA, a partir do edital de 2016 (veja aqui http://fulbright.org.br/edital/doutorado-sanduiche-nos-eua-2/)
“Pedimos que a CAPES reavaliasse essa pontuação. A equipe ficou de reavaliar este ponto brevemente e passar uma posição para ANPG”, contou Soares.  A professora Connie também acrescentou no final da reunião que desde os meados de 2016 a Capes está discutindo a internacionalização da pós-graduação brasileira por meio do Fórum de Pró-reitores de Pós-Graduação (Forprop). “O resultado desses esforços levou ao lançamento do edital CAPES-print que disponibilizará R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização, com previsão de seleção de 40 projetos”, contou a diretora.
O departamento de Relações Internacionais ainda salientou que dentro do âmbito da dicussão da internacionalização está a previsão da exigência de teste de proficiência em língua inglesa, como o Toefl, para seleção de doutorados com nível 06 e 07. Esse tópico ainda está sendo debatido internamente com a CAPES. “Nós da ANPG  estamos à disposição para discutir  esse item junto com o Deparamento de Programas e Bolsas no país. Entendemos que esse debate interessa a nossa base de representação e que medidas como esta devem levar em conta entre outros fatores, o perfil socio-econômico dos pós-graduandos brasileiros, tendo em vista que estes testes são caros e precisam ser renovados a cada dois anos, por exemplo”, finalizou Soares.
 

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