I encontro UFPA 2

A presidenta da ANPG participou da mesa “Movimento nacional de pós-graduandos: o desafio da conquista de mais direitos”

O I Encontro de Pós-Graduandos da UFPA, realizado pela Associação de Pós-Graduandos – APG/UFPA na quinta (11) e sexta-feira (12), reuniu cerca de 270 pós-graduandos da Universidade Federal do Pará, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), dentre outras, e teve como tema “Pesquisa e Ciência na Pós-Graduação: Avanços e Entraves”.

O objetivo do evento é reunir os estudantes de pós-graduação da Universidade Federal do Pará e de demais instituições de pós-graduação para que experiências e conhecimentos específicos sejam trocados, bem como para discutir os problemas relacionados à pesquisa e à ciência na pós-graduação, propondo encaminhamentos para a superação de dificuldades.

A cerimônia de abertura contou com pronunciamentos do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp/UFPA), Emmanuel Tourinho; da presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz; além do presidente da APG/UFPA e organizador do encontro, Sidney Miranda. A cerimônia destacou a importância da ciência para a disseminação do conhecimento, da produção e da divulgação local.

“Este encontro é uma grande oportunidade de debate sobre a pesquisa científica na Amazônia. Para desenvolver uma região como a nossa, é preciso investir mais em pesquisa e ciência e, principalmente, valorizar nossos pesquisadores, pois são estes que entendem e sabem quais são as problemáticas que aqui existem”, falou o presidente da Associação de Pós-Graduandos da UFPA (APG/UFPA), Sydney Miranda, na cerimônia de abertura do I Encontro de Pós-Graduandos, realizado na tarde desta quinta-feira, 11 de setembro, no Auditório de Ciências Jurídicas (ICJ), Campus Profissional da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Foto: Alexandre Moraes/UFPA
Tamara Naiz durante o Encontro. Foto: Alexandre Moraes/UFPA

Reconhecimento
“Falar dos desafios da Pós-Graduação é necessário, pois estimula o debate e os avanços na Região Amazônica. Desde quando foi criada em 1986, a ANPG luta pela defesa da educação, ciência e tecnologia. Com nossas discussões, temos conquistado mais vagas na pós-graduação. Precisamos reconhecer que a ciência tem um grande potencial para gerar riquezas e melhorar a sociedade, quase 90% das pesquisas no Brasil são realizadas por pós-graduandos. Temos o dever de divulgar a ciência”, pontuou a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.

Assimetria
Sidney Miranda destacou a importância de refletirmos sobre a diferença de investimentos em pesquisas realizadas nas diferentes regiões do País. “Nós sabemos que há uma assimetria na pós-graduação no Brasil, pois a maioria dos investimentos é voltada para as Regiões Sul e Sudeste. Os investimentos destinados às universidades públicas do Norte não são suficientes para melhorar o desenvolvimento científico e tecnológico na Amazônia”, explicou o presidente da APG/UFPA.


Desafio

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Emmanuel Tourinho, discutir os avanços e entraves é importante para o aprendizado do pós-graduando, pois o Brasil precisa ter uma elite científica e tecnológica. “Ter jovens que investem na pós-graduação é um grande desafio. Do orçamento nacional, apenas 2% são destinados à ciência e tecnologia. Quando temos mais recursos, isso impacta de maneira positiva na pós-graduação”, declarou.

Esclarecimento
Para a mestranda Brena Barros, do Programa de Pós-Graduação de Ciências Farmacêuticas da UFPA, o evento é uma maneira de reunir ideias para o debate sobre a ciência. “O encontro é uma boa oportunidade para reunir ideias de diferentes pessoas, com a finalidade de esclarecer um pouco mais sobre a ciência na graduação e na pós-graduação. Temos que incentivar sempre o conhecimento para beneficiar a sociedade”, afirmou a estudante.

Durante os dois dias do evento, foram realizadas mesas-redondas sobre os principais avanços e desafios enfrentados pelos programas de pós-graduação da UFPA. Entre os temas discutidos, estão “Pesquisa e Ciência na Amazônia”, “O movimento nacional de pós-graduandos e o desafio da conquista de mais direitos” e “Perspectivas para os próximos anos: Expansão da Pesquisa e da Ciência na Amazônia”.

Da redação com informações da UFPA

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