Presidenta da ANPG, Tamara Naiz; Socorro Gomes, presidenta da CEBRAPAZ; e convidados do evento.
Presidenta da ANPG, Tamara Naiz; Socorro Gomes, presidenta da CEBRAPAZ; e convidados do evento.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente no ato em comemoração aos 10 anos da CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Luta pela Paz), realizado na Câmara Municipal de São Paulo, na última quarta-feira (10), dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita pela ONU, em 1948. Não foi por acaso que a data foi escolhida para a refundação da organização que é, ao mesmo tempo, pacifista, internacionalista e anti-imperialista. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, esteve presente, prestigiando o evento, que contou com diversas lideranças mundiais convidadas pela organização.

“A luta pela paz é dos povos, e como tal é um combate anti-imperialista, pois é o imperialismo que causa as guerras. O Cebrapaz está a serviço desta nobre e elevada causa, para isso existimos, a isto devotamos a nossa militância, a isto nos dedicamos nestes 10 anos”, disse a presidenta da entidade, Socorro Gomes, que também lidera o Conselho Mundial da Paz, no ato comemorativo do 10º aniversário.

Profundamente identificado com o Conselho Mundial da Paz, cuja Presidência exerce desde 2008, o Cebrapaz é uma entidade da sociedade civil, plural, democrática, patriótica, solidária, unitária e humanista, que tem como princípios e compromissos a luta pela paz mundial, contra as guerras de ocupação, em defesa da soberania de todos os povos e nações; a denúncia dos crimes de guerra, os massacres de populações civis, a abominável prática da tortura e a defesa dos Direitos Humanos; e a solidariedade ativa a todos os povos que lutam por seus direitos sociais e políticos, pela autodeterminação.

Desde sua criação, esta tem sido a tônica da ação do Cebrapaz nas campanhas e manifestações de rua contra as guerras imperialistas ocorridas no período, na participação unitária em espaços como o Fórum Social das Américas, o Fórum Social Mundial, a Rede pela eliminação das bases militares estrangeiras, os encontros pelo fim da base de Guantânamo, as lutas pelo desmantelamento da Otan e contra as armas nucleares.

Nestes 10 anos, o Cebrapaz esteve na linha de frente, lado a lado com outros movimentos políticos e sociais, da solidariedade com os povos agredidos pelo imperialismo e seus aliados. Com o povo palestino, martirizado pelo sionismo genocida do regime israelense; com os povos do Iraque, Líbia e Síria, agredidos pelo imperialismo estadunidense; com o heroico povo cubano, na sua  luta contra o bloqueio que os Estados Unidos impõem há mais de 50 anos, na campanha pela libertação dos cinco patriotas; com o povo do Saara Ocidental e todos os que lutam contra o colonialismo; com os povos irmãos latino-americanos, sempre na alça de mira do imperialismo; nos esforços pela paz na Colômbia; e com os trabalhadores e povos de todo o mundo, na luta por uma nova ordem internacional, pela democratização das relações entre os Estados nacionais, em defesa da soberania nacional contra a ingerência das potências hegemônicas.

Com aguda compreensão dos problemas mundiais, a entidade firmou a convicção de que as causas da guerra radicam no injusto sistema econômico e político prevalecente. Por isso, não desvincula a conquista da paz mundial da luta contra a opressão nacional e social e proclama-se como anti-imperialista.

Num mundo marcado por permanentes ameaças de guerra, ingerências das grandes potências nos assuntos internos dos Estados nacionais, de saque das riquezas e violações dos direitos dos povos, são enormes os desafios ao movimento pacifista e anti-imperialista. Nesse quadro, fortalecer uma organização social como o Cebrapaz é um imperativo às forças progressistas e patrióticas.

Da redação com informações do Portal Vermelho

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