O Conselho Nacional de Juventude acompanhou com apreensão os acontecimentos da última sexta-feira, dia 6 de fevereiro, em Salvador, Bahia.

Enquanto não é concluído o inquérito policial, pairam dúvidas na sociedade e particularmente nos movimentos negros e de juventude, sobre o que realmente aconteceu na ação que resultou na morte de 13 jovens e no ferimento por arma de fogo de outras cinco pessoas, incluindo um soldado da PM da Bahia.

O CONJUVE se soma aos movimentos de juventude e à sociedade para exigir a apuração rigorosa desse grave acontecimento. A investigação deve ser transparente e independente, com o acompanhamento do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério Público.

Seguiremos demandando a implementação de políticas públicas que diminuam os altos índices de homicídio que afetam a juventude negra, o respeito ao mais elementar dos direitos que é o direito à vida e priorização de uma política de segurança pública preventiva. Dessa forma, fazemos um apelo à Câmara Federal e aos parlamentares desta casa para que aprovem imediatamente o PL 4471/12, pelo fim dos “Autos de Resistência”, instrumento criado na Ditadura Militar que visa coibir a investigação de crimes de homicídio cometidos por autoridades policiais.

Conselho Nacional da Juventude

Brasília, 11 de fevereiro de 2015.

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