Iniciada em 17 de maio, a greve atinge 51 unidades em todo país (47 universidades e quatro dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica) e conta, desde segunda (11) com a adesão dos técnicos administrativos. Foto: UOL

A greve dos professores das instituições federais já dura quase um mês. Iniciada em 17 de maio, atinge 51 unidades em todo país (47 universidades e quatro dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica) e conta, desde segunda (11) com a adesão dos técnicos administrativos. Segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 37 sindicatos, o movimento cresceu devido ao impasse nas negociações com o governo sobre reajuste salarial, recebimento de gratificações e reestruturação de carreiras.

As principais reivindicações dos trabalhadores são o aumento do piso salarial em 22,8% e a correção das pendências da carreira desde 2007. O piso atual é de R$ 1.034. Os servidores fizeram uma greve de quase quatro meses no ano passado, mas não houve negociação com o governo e a paralisação foi encerrada. O Ministério da Educação afirmou que não vai se pronunciar sobre a paralisação.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), os professores pleiteiam carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

Posicionamento da ANPG

Estudantes de 19 das 47 universidades também entraram em greve para pedir melhores condições de ensino. Segundo a Andes, a greve afeta mais de 1 milhão de alunos.

APG UFPEAPG UFSJAPG UFBA, APG UFV e o Fórum de Pós-Graduandos da UFPR já aprovaram moções de apoio. Na UFRJ e na UFF os pós-graduandos paralisaram as atividades.

Na UFLA e na UFBA novas assembleias ocorrem nos próximos dias para deliberar sobre o assunto.

Para a presidenta da ANPG, Luana Bonone, a greve dos docentes explicita o grave momento da educação brasileira. “Historicamente a ANPG sempre se posicionou ao lado dos professores em momentos como esse. Acreditamos que além do reajuste salarial é necessário garantirmos 10% do PIB em investimentos para Educação e 2% do PIB para Ciência e Tecnologia”, finalizou.

A ANPG, em nota oficial, esclarece a posição da entidade e se coloca ao lado dos docentes e técnicos administrativos. De acordo com o documento: Nós, que estamos mobilizados pelo reajuste no valor das bolsas de pesquisa e que em agosto iremos à Brasília pelo atendimento de nossas reivindicações, nos colocamos ao lado dos professores para que o Governo Federal cumpra com o acordo firmado com a categoria e atenda suas reivindicações. A ANPG considera ainda que é importante que CAPES e CNPq respeitem o direito de greve dos professores da pós-graduação e dos pós-graduandos e, portanto, possibilitem o alargamento dos prazos para os estudantes da pós-graduação nas universidades em greve, considerando os calendários de reposição decididos pelas universidades.


Leia, na íntegra, a nota da ANPG sobre a greve nas universidades federais.

 

Da Redação.

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