Vivemos momentos em que parte dos setores da sociedade minimamente privilegiados se vem ameaçados em perder as oportunidades que a elite dominante até agora abria mão para conter um descontentamento generalizado da sociedade e que pode desembocar em fortes e convictas manifestações em repudio a toda essa classe dominante empossada no judiciário, no parlamento, nas prefeituras, nas empresas,  nas ONG”s e nas diversas instituições públicas e privadas, de fins lucrativos ou não. A sucessão de cortes no pequeno orçamento público já vinham desde o segundo mandato da ex-presidenta Dilma, resultando no privilegio já conhecido da ganância dos bancos e empresários do setor privado e no massacre da classe trabalhadora que veio perder seus empregos nos principais eixos do desenvolvimento econômico do país. Acreditamos que o momento é de construir uma Greve Geral.
O panorama da pós-graduação na UFSCar nunca foi alentador, por um lado o engessamento burocrático da reitoria e a sua total conivência com as atrocidades que todo dia estão presente no espaço, a exploração de trabalhadoras terceirizadas, a péssima gestão dos recursos que definitivamente não visam a inclusão da sociedade maioritária do Brasil, os mais pobres sempre foram barrados deste espaço, devido a desvinculação de politicas de permanência digna para os estudantes e pesquisadores de condição econômica baixa.
Com dados coletados em julho deste ano de 2016 observamos a precária realidade dos principais produtores da produção cientifica do Brasil, através de descobertas, debates e publicações em revistas ou  apresentações em eventos acadêmicos no Brasil e no exterior. Os pesquisadores da universidade federal de São Carlos vivenciam uma realidade em que apenas 47% dos pesquisadores possuem bolsas, de um total de 3.643 pesquisadores, ou seja, 53% dos pesquisadores que produzem material cientifico não constam com nenhum tipo de reconhecimento além do futuro diploma de mestre ou doutor, nada além disso, na nossa universidade não há nenhum direito garantido para os pesquisadores, não há sistema de cotas garantidos, não há garantia nem de alimentação, nem de moradia, nem de saúde, nem de apoio jurídico, ficando vulneráveis a comportamentos hostis dos orientadores, dos programas e da reitoria.
A mercantilização da educação que hoje está sendo pautada descaradamente pela gestão política que ocupa os altos cargos do sistema legislativo, executivo e jurídico tentam implantar uma manobra impopular, impondo um futuro ao passado, rasgando a utópica constituição que nunca abraçou realmente a população brasileira.
A mercantilização dos direitos básicos, tais como o da educação e o da saúde visa só aumentar a segregação e exploração de uns poucos acima de muitos. A FIESP  e os partidos políticos tradicionais do teatro capitalista que desde o inicio dos anos 2000 implantaram a transformação da população brasileira, que por meio de créditos bancários viraram clientes em diversas frentes (moradia, educação e pequenos empresários) e impulsaram a economia brasileira quebrando recorde de lucros. Hoje, a casta que decide o futuro da nação encontra-se em pé de guerra contra os direitos trabalhistas, previdenciários e de igualdade social, e visando apenas parcerias com grandes monopólios (de todas as áreas) estrangeiros e nacionais do setor privado, cedendo para eles o controle da economia nacional, relegando ao Estado apenas a função de policiamento acima dos cidadãos maltratados e excluídos das ganancias dos recursos naturais e tecnológicos da nação.  Somos contrários à entrega do pré-sal para estrangeiros sem a presença e direção da Estatal Petrobrás e dos seus trabalhadores, somos a favor de que os recursos naturais e a sua extração para mercantilização sejam 100% nacionais, destinado parte considerável do lucro obtido para a constante expansão da educação do ensino superior para todos os brasileiros.  Somos contrários ao projeto Escola sem Partido e da Reorganização Escolar, acreditamos em um ensino laico e justo com a história do seu povo, somos contrários a escolas militarizadas, acima de tudo somos contra a mercantilização da educação e da privatização da mesma. Somos a favor de um ensino público acessível para todos, com politicas de permanecia sérias que realmente estejam direcionadas para o bem estar do estudante ou pesquisador. Somos contrários a toda iniciativa aprovada no atual parlamento brasileiro e exigimos o recuo dos ataques à sociedade brasileira iniciados no governo PT/PMDB apoiados pela bancada parlamentar do PSDB. A bancada da bala, do boi e da bíblia não nós representa. Somos a favor e incitamos eleições gerais com novas regras, iniciando com a criminalização do aporte/financiamento privado a partidos ou políticos; e pelo fim das coligações.
A Associação de Pós-Graduação da Universidade Federal de São Carlos, conclui com um chamado aberto a todas as associações e grêmios estudantis a levantar os dados da realidade que cada universidade oferece a sociedade. Informações como a porcentagem de beneficiários de bolsas, os auxílios que a universidade entende como direito do pesquisador ou aluno (cotas, alimentação, saúde, jurídico, viagens acadêmicas, creche, etc.). É urgente a descrição da realidade para eventuais campanhas que visem à participação da massa da comunidade envolvida.
 
10/2016
APG UFSCar
 
 

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