Está prevista a adoção de medidas de cunho mais imediato, com o lançamento, até maio, de três editais

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, disse nesta sexta-feira (11), em Belo Horizonte, que o governo federal trabalha na criação de amplo plano de ação para impulsionar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) a fim de contribuir para o aumento da competitividade da indústria brasileira em escala internacional.

Além disso, está prevista a adoção de medidas de cunho mais imediato, com o lançamento, até maio, de três editais: o universal, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI); o dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) e o do Proinfra – programa que apoia projetos de implantação, modernização e recuperação de infraestrutura.

Em visita às instalações da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), o ministro ressaltou a intenção de criar, por meio do plano de ação que está em formatação, condições promissoras que permitam a ampliação e o aprimoramento das atividades de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil.

“Nós estamos preparando um conjunto de plataformas científicas e tecnológicas que possibilitem ao Brasil dar um salto e elevar o seu patamar científico e tecnológico, de modo a melhorar seu posicionamento competitivo em âmbito mundial. Espero que até junho essa proposta esteja formulada”, comentou.

Essas plataformas abrangerão áreas e setores estratégicos para o desenvolvimento nacional, como o de biofármacos, que poderia vir a ser estimulado por conta de seu potencial inovativo e sua capacidade de gerar impactos positivos sobre as condições sociais e econômicas do país.

Para a formulação deste plano de ação, o MCTI tem buscado reunir e mobilizar instituições acadêmicas, científicas e empresariais para discutir as prioridades e os instrumentos necessários a serem adotados para impulsionar a CT&I no Brasil.

No Cetec, Clelio Campolina visitou a linha de produção de nanochips e microcomponentes com uso de cerâmica do Centro Suíço de Eletrônica e Microtécnica (CSEM), que funciona no local desde 2013.

Indústria
Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Júnior, os setores de mineração, metalurgia, energia e alimentos podem se beneficiar da proposta do MCTI.

O líder empresarial classificou como positivas as chamadas já abertas pelo MCTI e ressaltou que é preciso ter projetos adequados para receber recursos. Ele mostrou otimismo em aumentar o acesso ao apoio financeiro federal. “À medida que isso for ganhando corpo e a indústria aprender a importância de desenvolvimento tecnológico, e buscarmos os recursos, a tendência é aumentar e muito”, disse.

(Guilherme Ibraim / Ascom do MCTI)

Fonte: Jornal da Ciência

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