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Tamara Naiz defende mais investimentos na área e teme retrocesso secular

 
A presidenta da Associação Nacional de Pós-graduandos, que havia declarado o perigo de um governo Temer para a ciência, tecnologia e inovação no Brasil, se diz assustada com a decisão do vice-presidente, agora presidente interino, de fundir o ministério da Ciência e Tecnologia com o ministério da Comunicação.
“O MCTI tem um papel estratégico desde a redemocratização do Brasil. É filho da nova democracia, da necessidade de pensar estrategicamente a geração de quadros tecnológicos para alavancar a ciência brasileira”, avalia Tamara.
Para a presidenta da ANPG, trata-se de um retrocesso de mais de 50 anos, pois a política de ciência e tecnologia avançou muito nas últimas décadas a ponto do Brasil avançar mais de 50 anos na produção científica e tecnológica.
“Embora o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação não tenha 50 anos, o Brasil avançou em 50 anos na ciência, tecnologia e inovação. Claro que também por causa do empenho dos pesquisadores brasileiros, entre eles os pós-graduandos, aqueles que produzem mais de 90% das pesquisas em andamento no país. Porém, a fundição do MCTI com o da Comunicação coloca em risco o investimento da área porque confunde duas pastas totalmente distintas, com reservas e projetos absolutamente distintos, e compromete o investimento já em andamento em áreas estratégicas”, diz Tamara.
Uma das primeiras decisões do governo Temer, que Tamara avalia como “ilegítimo e antidemocrático”, porque, segundo ela, “chegou ao poder não pelo voto popular, mas por um golpe”, foi diminuir a quantidade de ministérios, transformando os dois ministérios em um só.
E Tamara adverte: “Nós, pós-graduandos, vamos resistir”.
Da redação 

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