Os ganhadores do concurso, realizado em parceria com o portal SciVee, especializado no compartilhamento de vídeos científicos, foram anunciados na semana passada. A iniciativa premiou vídeos nas categorias individual, produzidos por pesquisadores autônomos, e institucional, financiados por corporações. Para cada categoria, foram eleitos os favoritos dos leitores e de um corpo de cinco jurados, que incluía pesquisadores e especialistas em divulgação científica.

Entre os vídeos independentes, o escolhido pelo júri foi Synaptic cleft [Fenda sináptica], a paródia de um rap do grupo Wu-Tang Clan’s que teve sua letra modificada para explicar o fenômeno de transmissão de informação entre os neurônios. O vídeo foi produzido pelo estudante de biologia Tom McFadden, da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), e estrelado por vários amigos seus. 
 

 

 

 

Clique na imagem para assistir ao vídeo eleito o melhor na categoria individual pelos jurados (em inglês). Produzido pelo estudante de biologia Tom McFadden, o vídeo traz a paródia de uma música de rap adaptada para explicar a transmissão de informação entre os neurônios.

Tom possui um canal próprio no YouTube, com 9 vídeos publicados, vários deles sobre o conteúdo das matérias que cursava na universidade. Quando ele se tornou monitor das aulas de biologia, aliou sua paixão pelo rap e por essa disciplina e decidiu criar vídeos para estimular os alunos e ajudá-los a estudar para as provas.

“Creio que o concurso fez um bom trabalho ao promover vídeos curtos como um jeito novo e criativo de apresentar a ciência para o grande público”, conta ele em entrevista à CH On-line. “Como meu objetivo é compartilhar o amor pela biologia com o maior número possível de pessoas, estou muito feliz por ser reconhecido com o prêmio.” Tom conta ainda que está investindo agora em vídeos voltados para estudantes de ensino fundamental.

De estilo mais sério é o vídeo escolhido pelo público, Fencing flamingos [Cercando flamingos], da aluna de ecologia e biologia evolutiva Marita Davison, da Universidade Cornell, também nos Estados Unidos. A estudante registrou os passos de sua pesquisa com flamingos bolivianos da região de Laguna Colorada, em uma reserva de proteção ambiental na fronteira da Bolívia com o Chile. Essas aves, hoje raras, eram consideradas extintas até sua redescoberta em 1957.

Vídeos institucionais
Na categoria de vídeos institucionais, o escolhido dos jurados foi Tree of life [Árvore da vida], produzido pela Wellcome Trust, organização britânica que arrecada fundos para pesquisa em biomedicina. O documentário conta em seis minutos a história da evolução das espécies e pode ser visto também em uma versão interativa na página da instituição.

A escolha do público foi Pioneering new frontiers in tumor angiogenesis [Novas fronteiras pioneiras na angiogênese de tumores], da empresa de biotecnologia norte-americana Amgen. O vídeo mostra o processo de crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam o desenvolvimento de tumores malignos.

Clique na imagem para assistir ao vídeo eleito o melhor na categoria institucional pelo público (em inglês). Produzido pela empresa Amgen, o trabalho apresenta o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam tumores.

É cada vez mais comum entre cientistas o uso de vídeos para a divulgação científica. Além do próprio SciVee, no ar desde 2007, uma iniciativa que mostra o crescimento desse campo é a existência doJournal of Visualized Experiments, periódico dedicado exclusivamente à publicação de pesquisas da área biológica em vídeo. A revista tem revisão por pares e já publicou centenas de vídeos desde sua criação em 2006.

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

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