Os estudantes também elegeram novos representantes discentes para os conselhos centrais da universidade

Nos dias 6, 7 e 8 de agosto os estudantes de pós-graduação da Universidade de São Paulo realizaram eleição para compor a nova diretoria da Associação dos Pós-graduandos capital Helenira "Preta" Rezende. A eleição possuiu apenas uma chapa, a “Política contra a barbárie”.  Na eleição para os representantes discentes, por sua vez, concorreram duas chapas, a “Unindo Forças”, que conquistou 13 cadeiras, e a Política contra a barbárie, com 9 cadeiras.

Ex-diretora da APG capital Helenira "Preta" Rezende, Maria Caramez Carlotto – que participou da comissão eleitoral – comentou em entrevista ao Jornal do Campus a situação das atuações políticas dos pós-graduandos na USP? "Há algum tempo, existem dois grupos claros na pós-graduação. Um primeiro grupo, representado na chapa ‘Política contra a Barbárie’, é formado por alunos que se envolveram muito na greve de 2012 e contra a presença da polícia militar no campo. Se engajaram, também, na campanha pela Comissão da Verdade e na aprovação das Cotas."

Phillipe Pessoa, da chapa “Unindo Forças”, eleito representante discente no Conselho Universitário da USP destacou o caráter "transdisciplinar" do grupo. “Ele se constrói a partir de três pontos principais” diz Pessoa. “Prioriza as demandas dos estudantes em detrimento das demandas individuais, promove a integração entre os alunos da pós-graduação com a dos outros estudantes da USP e busca preparar espaço público para discussão. O grupo é formado por todas as APGs do interior e unidades importantes da capital, trabalhando em uma plataforma mais diversificada e menos ideologizada. Justamente pela natureza desta composição, este coletivo é muito mais acostumado a dialogar as diferenças e trabalhar em plataformas democráticas.” Pessoa também destacou a importância de os conselhos centrais discutirem pautas locais para corrigir as deficiências estruturais dos campi fora da capital. 

 
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