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Nesta quinta-feira (13), a Presidenta Dilma Roussef recebeu lideranças dos movimentos sociais no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Representantes de mais de 50 entidades da sociedade civil se reuniram com a presidenta em um ato pela democracia e em apoio à sua gestão. O evento, batizado de “Diálogo com Movimentos Sociais Brasileiros”, teve cerca de 1500 inscritos. Proposto pelas centrais sindicais e demais movimentos, o ato faz parte de um processo de diálogo permanente entre governo e sociedade civil. É, também, uma resposta do Governo ao desgaste que tem enfrentado com medidas impopulares, como os cortes na educação e na ciência e Tecnologia.

Recebida por gritos de “Não vai ter golpe”, Dilma se encontrou pelo segundo dia consecutivo com os movimentos sociais. Na quarta-feira (12), o encontro foi no Estádio Mané Garrincha com o movimento rural no encerramento da Marcha das Margaridas. “Iremos para as ruas, entrincheirados, de armas na mão, se atentarem contra a democracia e contra o Mandato da Presidenta Dilma”, disse Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em apoio à permanência de Dilma no poder.

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O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, também demonstrou repúdio aos pedidos de impeachment da presidenta: “Aqueles que perderam a eleição querem assumir de qualquer jeito. É hora de recompor nosso exército, um exército em defesa da democracia, da Petrobrás, da Educação pública.

Apesar do apoio da platéia, a política econômica do governo não foi poupada de críticas. Antes da descida de Dilma, diversas palavras de ordem como “Ô Levy, fala pra tu, volta para o Bradesco ou para o Banco Itaú” e “Fora já! Fora já daqui! O Eduardo Cunha junto com o Levy” foram entoadas.

Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), relembrou, já no diálogo, que a entidade foi uma das responsáveis pela derrubada do ex-presidente Fernando Collor, atual senador pelo PTB/AL. “Os amigos são aqueles que falam o que precisa ser dito. E nós estamos aqui para dizer que a educação deveria ser poupada dos ajustes fiscais”, disse Carina, em nome das entidades estudantis. Dilma, em resposta, afirmou que a entidade deu contribuição fundamental ao Brasil ao defenderem o Pré-Sal para a Educação.

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Guilherme Boulos, presidente do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), utilizou sua fala para criticar o ajuste fiscal, assim como Carina, e que “essa turma Leblon, dos Jardins, do Lago Sul, não representam a sociedade brasileira”, como referência à bairros de elite do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, respectivamente.  “Não aceitamos que o povo pague pela crise. Se é pra ajustar, ajuste sobre aqueles que nunca foram ajustados: que se taxe as grandes fortunas e o lucro dos bancos”, completou.

Dilma afirmou, já em seu discurso, que lutará com todas as forças para manter a Lei de Partilha em seu governo. “Faremos o possível para tirar o Brasil dessa situação rapidamente. Não só para evitar retrocessos, mas para avançar na conquista de direitos. Não me basta sermos a sétima economia. enquanto persistirem desigualdades, não seremos uma nação desenvolvida. para isso, precisamos ampliar a participação  do povo, distribuir renda e riqueza. Não tenham dúvidas de que sei que lado estou. Posso ter errado, melhorado, piorado. mas nunca mudei de lado “, afirmou.

No evento, estiveram presentes, além da ANPG, UNE, CUT, MTST e CTB, entidades como Contag, FETRAF, UJS e Federação Única dos Petroleiros, e diversos ministros.

Da redação, com informações d’O Globo e da EBC

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