Teve início na manhã desta segunda-feira (14/09), o 27º Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), com um grande ato político virtual que contou com a participação de dezenas de lideranças políticas, de entidades dos movimentos educacional e científico, reitores das universidades federais João Carlos Salles (UFBA) e Denise Carvalho (UFRJ), além dos presidentes das Capes, Benedito Aguiar, e do CNPq, Evaldo Vilela.

Apesar da grande diversidade política representada no ato, formou-se convergência entre os participantes sobre os desafios que o momento do país impõe aos pós-graduandos, retratados no lema do Encontro, “Pacto Pela Vida e Pela Democracia, pós-graduandos (as) em defesa da ciência e do (a) pesquisador (a).

Ao abrir os trabalhos, a presidenta da ANPG, Flávia Calé, criticou a postura do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia e lembrou o histórico da entidade nas lutas democráticas e pela soberania do país. “O bolsonarismo mobiliza sentimento obscurantista, antipopular e anticientífico. Então, um pacto em defesa da vida e da democracia são fundamentais. A defesa da pesquisa e da ciência é vital para o desafio da reconstrução do Brasil”, apontou.

Durante a transmissão, no canal de youtube da ANPG, os participantes se mobilizaram com críticas ao governo Bolsonaro, reivindicações de reajuste das bolsas de estudo, que estão há 7 anos congeladas, e pela aprovação do Plano Emergencial Anísio Teixeira, apresentado pela entidade como forma de incidir no debate da reconstrução nacional a partir da ciência.

Em sua saudação aos congressistas, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) exaltou a relevância da ciência para a retomada do crescimento econômico com distribuição de renda. “A ciência é a tecnologia integram a cesta básica, integram os fundamentos de um projeto nacional de desenvolvimento. Por isso, a proteção ao sistema nacional de ciência e tecnologia é vital, principalmente quando um dos engenhos desastrados do neiberalismo produz efeitos tão perversos”, afirmou.

O presidente da Capes, ao prestar contas das ações da agência durante a pandemia, assumiu publicamente o compromisso de manutenção das bolsas da modalidade empréstimo no sistema. “Aproveito para anunciar que estamos envidando todos os esforços para garantir que todas as bolsas chamadas empréstimo continuem no sistema”, disse.

O compromisso tem grande importância, pois o aumento das bolsas empréstimo tem causado preocupações entre os pós-graduandos, uma vez que elas não são obrigatoriamente devolvidas aos programas quando utilizadas.

O Congresso continua à tarde, com a mesa de debate “Crise econômica e impactos no financiamento da educação e da pesquisa”.

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