Os estudantes de mestrado e doutorado da USP São Carlos discutiram com os diretores da ANPG Cristiano Junta e Gabriel Mendonça sobre os direitos dos pós-graduandos, corte de verbas e outras reivindicações da categoria no dia 13 de abril, durante a passagem do abaixo-assinado “Pelos Direitos dos Pós-Graduandos e Não aos Cortes Orçamentários” (assine aqui). A ANPG fará a entrega das assinaturas em Brasília, no dia 29 de abril para os Ministros do MEC e do MCT&I.

Durante a atividade, os pós-graduandos tiraram dúvidas sobre os objetivos políticos do Plano Levy e reforçaram a necessidade de mais direitos frente aos desafios que enfrentam durante a realização das pesquisas, entre elas: o direito de afastamento por motivos de saúde com ampliação do prazo de defesa, acesso a financiamento para eventos científicos, tradução e publicação em periódicos, garantia de auxílio defesa a todos, moradia estudantil e creche para seus filhos, licença maternidade e paternidade, acesso à bolsa de pesquisa e décima terceira bolsa.

Para a pós-graduanda em Engenharia de Produção, Roberta Salgado, além de se posicionar contra os cortes no orçamento dos Ministérios de Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a categoria deve se mobilizar, junto a outros movimentos sociais, pelo veto da presidenta Dilma ao PL 4330 da Terceirização, que atinge diretamente os pós-graduandos. “Fazemos grande esforço pessoal para estudarmos e realizarmos as pesquisas, nos mantermos com bolsas defasadas e, agora, ameaçadas de corte, portanto, para evitar mais precarização da educação e ciência nacionais, é preciso lutar a favor do veto presidencial contra a terceirização”, considera.

Com a lei orçamentária aprovada e mesmo tendo como lema “Brasil, pátria educadora”, o governo federal sinaliza a possibilidade de cortes nestas áreas. Não é a política de ajuste fiscal e restrição de direitos, como a aplicada pelo Ministro Joaquim Levy, que fará o Brasil avançar na retomada do crescimento econômico com a garantia dos direitos trabalhistas e sociais.

A ANPG dirige sua luta por mais direitos e financiamento para a ciência à presidenta Dilma, ao MEC, MCTI, Congresso Nacional e aos presidentes das agências de fomento, convocando os pós-graduandos brasileiros e suas entidades à Brasília, no período de 27 a 29 de abril, para atenderem a suas reivindicações.

Da Redação

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