Presidente da ANPG, Luana Bonone, vê a proposta com ressalvas e defende a aprovação de um estatuto de direitos para a categoria


Na mesa, Suzana Herculano, deputado Glauber Braga, Luana Bonone (ANPG), Miguel Mitne Neto,diretor do CNPq Guilherme Sales de Melo. Foto: ANPG


Na última terça-feira (13), ocorreu na Câmara dos Deputados em Brasília o seminário sobre a regulamentação da profissão de cientista. A mesa foi composta pela professora Suzana Herculano, que apresentou a proposta de profissionalização, a presidenta da ANPG, Luana Bonone, o diretor do CNPq, o professor Guilherme Sales de Melo, o diretor científico da ABrELA/SP, Miguel Mitne Neto e o deputado federal Glauber Braga (PSB/RJ), que a presidiu. 
 
No debate, foi consenso entre os participantes a difícil situação do pós-graduando que, atualmente, não encontra estímulos para fazer pesquisa devido à sobrecarga de trabalhos e à falta de regulamentação dos direitos e deveres da categoria. Esses fatores fazem com que a opção pela pós-graduação se torne uma tarefa árdua. A presidenta da ANPG, Luana Bonone, acrescentou: “No Brasil falta uma legislação específica que consiga estabelecer os direitos pertinentes ao pós-graduando, que o valorize e entenda o seu papel fundamental na pesquisa do país”.
 
No entanto, a proposta apresentada pela professora Suzana Herculano suscita bastante preocupação para a representante da ANPG: “Considero fundamental a participação da professora nesse debate sobre a situação dos pós-graduandos, porém, o projeto que ela apresenta deixa margem a tantas interpretações que é difícil saber exatamente o que está sendo proposto.” O deputado Glauber Braga comprometeu-se a fazer uma proposta que contemple o que foi consensual no debate. 
 
Ainda segundo Luana Bonone, “o ideal para conquistarmos a valorização de fato dos pós-graduandos é a criação e aprovação de um Estatuto de Direitos que contemple as diversas áreas e especificidades da pós-graduação. Precisam conter nele questões como férias, valorização permanente e universalização das bolsas, auxílio insalubridade e periculosidade para áreas que assim necessitam, taxa de bancada e diversas outras questões fundamentais tanto para a manutenção do indivíduo que faz pós-graduação quanto para o ciência e o desenvolvimento do país”.  
 
Essa proposta está sendo discutida por Associações de Pós-Graduandos de diversas universidades do país e será debatida com mais profundidade em um encontro nacional a ser realizado nos dias 25,26 e 27 de outubro, na cidade de Ouro Preto (MG). Clique aqui para saber mais sobre o CONAP. 
 

 

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