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Ontem (14), cerca de 40 estudantes, professores, funcionários e pós-graduandos da USP reuniram-se na sala Caio Prado no prédios da História/Geografia da USP para discutir a formação de um comitê “USP contra o Golpe!”.

Depois de um animado debate, onde se discutiu a situação política do país se expressaram diversas posições. João Luis Lemos, diretor da UNE e estudante de História da USP afirmou que “precisamos ser contra o golpe em nossa democracia em curso e temos também que ser contra o ajuste fiscal, afinal é o ajuste que está provocando essa recessão no país que favorece o clima de instabilidade política que os golpistas aproveitam.”

Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG, que estava presente na reunião, afirmou que “só a participação popular pode abrir uma saída positiva para a crise econômica e política do país, agora é a hora não só de derrotar o golpe nas ruas, mas também de reverter essa política de ajuste fiscal.”

Yandra Menezes, estudante de Letras da USP, lembrou que a crise política trás a tona a necessidade de uma reforma política, que só poderá ser feita com uma constituinte. O professor André Singer esteve presente à reunião e convocou os presentes para participarem do Ato de Lançamento do Manifesto “Impeachment, legalidade e democracia” lançado por mais de 400 professores universitários na última semana (veja a integra do texto aqui).

​No final da reunião os presentes decidiram fundar um Comitê USP contra o Golpe. Além disso indicaram a realização de sua próxima reunião para o dia 20 de janeiro, às 18h em local a ser definido e se somará à mobilização para os atos de amanhã (16). A declaração do comitê publicada em sua página no Facebook afirma que “Convidamos a todas e todos; funcionárias/os, estudantes e professoras/es, a se somar conosco nessa luta!” (confira o link aqui).

Da redação

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