Na sexta-feira (12), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, derrubou a liminar que suspendia o Enem 2010, permitindo assim a liberação do gabarito da prova e também do site que atende os estudantes que foram prejudicados com o cabeçalho invertido.
A ANPG reitera o posicionamento de suas entidades-irmãs União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que defendem a aplicação de uma prova opcional aos estudantes que se sentiram lesados.

O posicionamento da ANPG, em palavras da sua presidente Elisangela Lizardo: "A ANPG valoriza o Enem enquanto instrumento que representa um acúmulo no sentido da democratização do ensino superior brasileiro e, por isso, reiteramos a opinião da UNE e da UBES, nossas entidades irmãs, de exigir a realização de uma segunda prova para todos os estudantes que se sintam prejudicados”.

“Exigimos ainda retratação do MEC a respeito do tratamento destinado por meio de redes sociais aos estudantes que prestaram a prova e, por fim, pautamos a urgência de medidas incisivas para solucionar os recorrentes problemas na aplicação do exame, especialmente aquelas medidas que digam respeito às empresas contratadas para realizar o processo", completa Elisangela.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, prestou esclarecimentos ao Senado Federal nesta terça-feira (16) a respeito dos problemas no Enem 2010. Ao chegar ao Senado, o ministro defendeu que o exame seja aplicado para alunos que se sentiram prejudicados com as falhas registradas, bandeira defendida pela UNE, pela UBES e pela ANPG.

Outra opinião convergente com a pauta das entidades representativas dos estudantes apresentada pelo ministro da Educação é a de realização da prova mais de uma vez ao ano: "o problema, na minha opinião, se resolve com mais de uma edição do exame ao longo do ano, como aliás estava programado para termos neste ano. Isso vai permitir que outras empresas (gráficas) entrem na disputa, e que o Enem tenha, assim, mais parceiros", afirmou Haddad, em resposta a questionamentos feitos por senadores durante a sessão.

A UNE e a Ubes criaram uma central de reclamações para os alunos que se sentiram prejudicados, que podem tanto telefonar para o número (11) 2771 0792  das 9h às 17h em dias úteis quanto enviar e-mails para [email protected]

As entidades também comemoraram a decisão da justiça, que fortalece o Enem, "importante instrumento de democratização da universidade brasileira", nas palavras do presidente da entidade universitária, Augusto Chagas. A UNE, assim como a UBES, defendeu em notas publicadas semana passada a realização de uma segunda prova do Enem opcional, para todos e todas estudantes que se sentiram prejudicados e consideram que o cancelamento do exame prejudicaria a maioria dos estudantes.

Quem concorda com a importância do Enem é o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira, que garantiu, em entrevista divulgada nesta terça-feira (16), que a universidade manterá 60% das vagas destinadas ao exame. A segunda prova do vestibular da UFRJ ocorre neste domingo (21). Para Aloísio, “é claro que não era para ter havido erro, mas o Enem é um êxito, um passo à frente para a democratização do acesso ao ensino superior”.

A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também lançou nota, em 10 de novembro, afirmando que mantém a confiança no Enem.

 

Juliana Cruz, com informações do Vermelho

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