Médicos residentes que atuam em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) de 24 estados e do Distrito Federal estão em greve desde as 7h desta terça-feira (17), segundo a assessoria de imprensa da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). A greve acontece por tempo indeterminado, segundo o órgão.

Aderiram à paralisação, ainda segundo a ANMR, instituições do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Rondônia e Roraima.

Ainda não há estimativa de quantos médicos residentes estão em greve, mas a Associação afirma que a adesão é maciça nos estados acima, com exceção de São Paulo. Ao todo, de acordo com o órgão, o Brasil tem 22 mil médicos residentes.

Entre as reivindicações da categoria está o reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio paga a esses profissionais. Segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), os residentes recebem R$ 1.916,45. Eles pedem ainda que seja fixada uma data-base anual para a categoria, a melhoria da supervisão dos programas de residência e o direito a licença-maternidade.

Proposta do Ministério da Saúde

Em nota divulgada na segunda-feira (16), o Ministério da Saúde informou que ofereceu aumento de 20% na bolsa mensal a partir do Orçamento de 2011. A proposta só foi possível por meio do remanejamento de recursos de outros projetos dos órgãos financiadores.
O texto também anuncia a criação de um grupo de trabalho para analisar as reivindicações dos médicos residentes. “Em negociação com os médicos residentes desde março de 2010, o Governo Federal está analisando outras reivindicações do grupo, como a ampliação do período de licença-maternidade de quatro para seis meses e o estabelecimento da licença-paternidade de cinco dias para médicos residentes”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.

A ANMR afirma que a proposta será analisada na quarta-feira (18), em reunião da Comissão Nacional de Greve, que conta com representantes dos estados que aderiram à paralisação. Ainda assim, a proposta de reajuste do Ministério da Saúde foi considerada insuficiente, segundo a assessoria de imprensa da Associação.

Fonte: G1

 

 

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