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crédito: visual hunt

Um manifesto de pesquisadores científicos e profissionais de apoio à pesquisa está agendado para a próxima sexta-feira, 18 de novembro, a partir das 10h, em frente ao Instituto Butantan, na Avenida Vital Brasil, em São Paulo. Na ocasião, os profissionais reivindicam por falta de força de trabalho – não ocorrem concursos para reposição de novos pesquisadores e profissionais da carreira de apoio à pesquisa científica há mais de 10 anos – , falta de investimento em infraestrutura nos Institutos e reposição salarial da inflação, que não acontece já há 5 anos.
De acordo com o presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Joaquim Adelino Filho, o protesto ocorre em um momento bastante delicado da Ciência no estado, que sofre com o abandono das autoridades. “Apesar de reconhecerem a contribuição que nós damos ao País, já que investimentos em ciência são capazes de reduzir muitas crises econômicas, nossos institutos estão sendo desmontados e sucateados. Estamos ainda lutando contra a aprovação do projeto de lei 328/2016, elaborado pelo governador Geraldo Alckmin, que prevê a venda de 79 imóveis pertencentes ao estado – sendo que 13 deles abrigam importantes unidades de pesquisa. Este projeto está na pauta do dia e deve ser votado em breve. Caso seja aprovado, o governo terá a liberdade de vender os terrenos e imóveis sem que tenha que pedir qualquer tipo de autorização ou consentimento. Muitas de nossas linhas de pesquisas centenárias podem se perder, juntamente com anos e anos de investimento em pesquisa. Estamos correndo o risco de um apagão científico”, afirma Adelino.
Ele ainda explica que, como consequência da enorme queda no número de pesquisadores, a inovação também fica comprometida. “Sem inovação, seremos eternos dependentes da importação de tecnologias, insumos para a saúde, alimentos e etc. O País pode perder o que já foi investido nas pesquisas científicas, além do conhecimento gerado e adquirido ao longo de anos e quem paga a conta somos todos nós”, adverte o presidente da APqC.
Mais informações sobre a manifestação e programação completa: http://www.apqc.org.br/

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