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A popularização da Ciência foi um assuntos abordados no Encontro, realizado durante o V Salão Nacional de Divulgação Científico

Como atrair jovens talentos para Ciência brasileira? Este foi o tema do 17º Encontro Nacional de Jovens Cientistas da ANPG, realizado na manhã desta quinta-feira (20), na Universidade Federal de Minas Gerais. O debate contou com um gestor, um pesquisador, um divulgador da ciência e uma estudante secundarista para tentar responder essa e outras questões.

“Muito importante esse evento para pensarmos a aproximação da Ciência com a realidade”, disse Richard Santos, doutorando da UnB, também conhecido como Big Richard da Nação Hip Hop. O grupo abriu o encontro com um sarau de rimas, que cativou o público.

“Quando começamos aqui com os membros da nação hip hop dialogando com o que temos lido em teses e dissertações, nós estamos fazendo ciência, ainda que a partir de uma expressão popular”, diz Big Richard.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), José Ribamar Ferreira, “a Ciência em conjunto com a sociedade nos levará adiante com novas visões de mundo”.

Ribamar lembrou do sociólogo Bruno Latour quando disse que o objetivo da ciência é não produzir verdades indiscutíveis, mas discutíveis. E salientou a importância de se popularizar a Ciência. “Socializar o conhecimento é fortalecer a democracia”, disse.

A estudante Késsia Teixeira, presidenta da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), concordou com essa ideia: “É preciso que a Ciência e Tecnologia chegue às camadas mais populares sociedade”, disse.

O secretário da SECTEC-MA e reitor do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia-IEMA, Jhonatan Almada, trouxe para o debate a experiência do Maranhão, que tem implementado políticas públicas que valorizam a formação científica do jovem. “Temos atraído os jovens para a Ciência brasileira com iniciativas como a implementação do Centro de Educação Científica e do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia, que formam estudantes da educação básica”, disse Jhonatan.

“Esses são investimentos fundamentais que nos mostram que o caminho para desenvolver o Maranhão é através da Ciência e Tecnologia”, complementa o secretário.

Para que e para quem serve a Ciência?

É inegável a contribuição que a Ciência tem para a humanidade. Mas, para que e para quem serve a ciência? Esses foram outros questionamentos durante o Encontro de Jovens Cientistas. “A Ciência pode criar riquezas, mas também pode perpetuar desigualdades”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

A Ciência precisa ter diversidade de todas as formas. “É preciso pensarmos como incluir sem excluir: como valorizar culturas, identidades, saberes, sem excluir, sem colocar em patamares de melhor ou pior”, disse Big Richard.

A ciência deve olhar para a sociedade. “Todos nós podemos fazer ciência. A ciência deve ser apropriada pelo povo e para o bem-estar do povo”, conclui Tamara.

Por Natasha Ramos

 

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