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A reformulação do currículo do ensino médio está sendo discutida há algum tempo por vários setores da sociedade. Inclusive a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) já tinha em sua proposta formalizar um currículo comum de até 60% e a ANPG também debateu o assunto no seu Fórum de Educação Básica. Agora, à “toque de caixa” e alegando “agenda congestionada”, o Governo apresentará, ainda esta semana, uma Medida Provisória (MP) a ser editada pelo presidente Michel Temer.
A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, reagiu de forma bastante crítica à notícia. “O currículo é algo precioso para a educação básica no Brasil e carece de uma discussão mais aprofundada. Essa medida interrompe de forma abrupta o debate que está sendo realizado na última década e diminui o número de disciplinas”.
Com essas informações, a ANPG se prepara para lançar sua posição oficial enquanto entidade, ao mesmo tempo em que aprofunda a conversa com as demais entidades do movimento estudantil e educacional organizado. “É imprescindível que ocorra um debate para a reforma da educação, principalmente a básica, que é fundamental na construção do tipo de um país que queremos, além de ter interlocução direta com a pesquisa básica. Ela é o primeiro passo”, afirma Naiz.
A presidenta da ANPG ainda afirma que o Brasil deu um grande passo civilizatório em relação à educação na última década e que ele pode ser perdido a qualquer momento. “Nenhum governo ilegítimo conseguirá mudar a educação brasileira para pior sem que haja resistência do povo”, conclui.

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