Vista aérea da Marcha dos Povos. 80 mil pessoas reuniram-se paralelamente à Rio+20.

Na tarde desta quarta (20) o Rio de Janeiro foi palco de uma das maiores passeatas que se tem notícia: a Marcha Unificada dos Povos. O protesto fez parte do chamado dia de mobilização global e ocorreu, segundo os organizadores, em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da vida.

A Marcha Unificada dos Povos reuniu cerca de 80 mil pessoas.  A manifestação contou com a participação de diversos movimentos sociais que tomaram as ruas para chamar a atenção dos líderes reunidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

A concentração foi na Avenida Presidente Vargas com a Avenida Rio Branco, entre 14h e 15h. Depois, os manifestantes seguiram pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, no centro da cidade. Estiveram presentes representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Mulheres (UBM), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Via Campesina, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), entre muitos outros. As reivindicações também foram bem diversas: pela defesa dos bens e contra a mercantilização da vida, pela reforma agrária, direitos das mulheres, indígenas, educação, contra  Belo Monte, o Código Florestal e a economia verde, entre outras. 

Para João Pedro Stédile, do MST, “não adianta a Globo esconder, não adianta a Record esconder, nós estamos aqui vendo o barulho que estamos fazendo”.

Enquanto os diplomatas e chefes de Estado de uma centena de países se encontraram para redigir o documento final da Rio+20, um sem número de organizações da sociedade promovem a Cúpula dos Povos, por Justiça Social e Ambiental e em Defesa dos Bens Comuns. Além de grandes mobilizações de rua, acontece uma série de debates e momentos de convergência nos eixos que englobam as denúncias das reais causas da crise, as soluções já praticadas pelos povos e as agendas e unidades para a luta nos próximos períodos.

 

Da Redação com agências.


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