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“A SBPC Jovem é uma maneira legal de entender o que a gente estuda. É mais divertido ver as experiências do que ficar em sala de aula com a cara nos livros”, afirma Vitória Luíza Ferreira, aluna do 7º ano da Escola Municipal Acidália Lott, de Belo Horizonte. Presente na Tenda Jovem do 69º Encontro Anual da Sociedade Brasileira para o Pregresso da Ciência, ela gostou particularmente do estande organizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Vivenciando a Biologia, que propõe uma viagem pelo interior de uma célula gigante e em três dimensões.
O SBPC Jovem é um programa criado em 1993, que busca levar saberes científicos para estudantes do ensino básico através de atividades lúdicas e interativas. Com mais de 20 estandes de diferentes universidades e organizações, a Tenda Jovem recebeu centenas de estudantes desde segunda-feira (17) e fica aberta até sexta, dia 21. “Em Angola nós temos poucos eventos como este. É uma oportunidade de as crianças terem contato com a ciência desde muito cedo, isso é bom porque quando crescerem já saberão o que podem fazer. É uma iniciativa louvável”, avaliou Eliseu de Oliveira Afonso, estudante de Metereologia da Universidade Federal do Alagoas (UFAL). Nascido em Luanda, o jovem pesquisador apresentou resultados de uma pesquisa sobre fenômenos metereológicos do nordeste brasileiro no encontro da SBPC.
Idealizador do estande O Rádio Como Ferramenta de Divulgação Científica, o professor de Veterinária da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Matheus Ramirez, comemora o sucesso do espaço: “Em dois dias e meio, gravamos 135 programas de rádio.” Um dos lugares mais movimentados da Tenda Jovem, ele busca familiarizar as pessoas com a linguagem do rádio e da ciência. “Gravamos um programa com um haitiano, sobre preconceito, com indígenas, com crianças sobre mensagens de whatsapp e troca de afeto, foram muitos os temas. Já tínhamos experiência de fazer programas de rádio para divulgação científica, mas nesse estande só tem gente da veterinária, ninguém é profissional do rádio”, comemorou. As gravações podem ser ouvidas no site do estande.
Estudante de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica da Universidade Federal de Viçosa, Laís Rosa Oliveira, de 24 anos, trabalhou como expositora do Museu de Ciência da Terra na tarde desta quarta-feira. “Nós usamos tinta de solo, as crianças chamam de tinta de terra. Elas vêm aqui e dependendo da idade a gente fala de questões mais complexas, ou conversa de um jeito que vão entender, de acordo com o que elas estudam na escola. É um público bem amplo, de escolas técnicas, escolas públicas e privadas”, explicou. O professor de Engenharia Mecânica do Instituto Técnico de Goiás, Rodrigo Camargo, passou a tarde trabalhando no estande da Agência Espacial Brasileira, que ensina crianças a fazer carros com propulsão de balão de ar, tem um espaço que simula a transmissão de dados para um veículo em missão espacial, e um planetário. “Nós buscamos desmistificar o estudo aeroespacial”, afirmou.
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Texto: Felipe Canêdo

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