Thomas de Toledo, professor de Relações Internacionais da UNIP, historiador pela USP, mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e especialista em BRICS, é um dos coordenadores da delegação composta por sete pessoas que irá representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática, que será realizado de 27 a 31 de outubro em Moscou.

Ao lado de Thomas, Tamara Naiz, presidenta da ANPG, também está coordenando esta delegação, que conta ainda com cinco pós-graduandos que irão expor seus trabalhos inovadores nas áreas Medicina, Agricultura, Desenvolvimento de Energia e Tecnologia da Informação (TI), durante o evento na capital russa.

Confira a entrevista com o professor Thomas de Toledo acerca da atuação da delegação brasileira no evento, da importância da cooperação científica entre os países dos BRICS e do papel da Juventude em espaços como este Fórum.  

Professor Thomas de Toledo
Professor Thomas de Toledo

ANPG: Como se deu a escolha dos pesquisadores que formam a delegação brasileira e vão representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática?
Thomas de Toledo: Nós tivemos um prazo bastante curto para fazer a seleção dos projetos em vista das datas-limites que nos foram passadas. Por isto, a ANPG teve um papel fundamental neste processo, ajudando a mapear projetos de pesquisadores nas áreas solicitadas. Enviamos dezenas de projetos, dos quais a comissão de seleção russa selecionou 5 deles: 2 de Tecnologia da Informação, 1 em medicina, 1 em agricultura e 1 em energia. São projetos inovadores que comprovam a critividade dos presquisadores brasileiros.

ANPG: Qual deverá ser a atuação da delegação brasileira neste Fórum?
TT: Esta é a seleção brasileira de jovens inovadores participando de uma “Copa do Mundo”. Trabalharemos como uma delegação olímpica que quer voltar ao Brasil com o máximo possível de medalhas. Não estamos indo a passeio, temos foco, objetivo e união. Vamos dar o melhor de nós e com certeza voltaremos prestigiados.

ANPG: Considerando que os países membros dos BRICS são países em desenvolvimento, em sua opinião, qual a importância da Inovação?
TT: O que fará que nos próximos anos a China se torne a maior economia do mundo é o dinamismo sua inovação. A Rússia, desde os tempos da União Soviética, é um país que investe fortemente em inovação. Um dos exemplos é o centro tecnológico de Skolkovo, criado para devolver à Rússia um papel importante na área de inovação. O que eles têm de melhor é na área aeroespacial, bélica e de energia. Vale sempre lembrar que eles são o país que enviou o primeiro satélite artificial ao espaço, o primeiro ser vivo e o primeiro ser humano. A Índia é hoje umas das economias que mais cresce no mundo graças à inovação tecnológica, em particular na área de informática e comunicação. Podemos dizer que a África do Sul é uma das economias mais vibrantes no continente africano.

ANPG: Qual o papel da Juventude em espaços como o 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática?
TT
: Investir na juventude é investir no futuro. Por isso que o futuro do BRICS depende da juventude. Estamos trabalhando em conjunto para construir o fórum da juventude do BRICS no Brasil para dar seguimento e acompanhamento a esses tipos de atividades.

ANPG: Qual a importância da Cooperação científica entre esses países?
TT: Diferente dos EUA que usam a tecnologia para dominar povos e nações, o BRICS pensa de forma cooperativa baseada no conceito ganha-ganha. Só é bom se for bom para ambos os lados. Isso chamamos de cooperação. Cooperar é operar em conjunto para construir um mundo melhor e multipolar.

ANPG: Quais, você acredita, que serão os frutos desse Fórum no sentido da cooperação entre as universidades desses países?
TT: Esperamos aprender e ensinar, trocar conhecimento e voltar com o máximo possível de premiações para projetar nossos jovens cientistas no mundo e impulsionar suas carreiras.

Da redação

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