O vazamento de óleo que atingiu as praias do Nordeste é a maior tragédia ambiental desse tipo na história do país. Segundo o Ministério Público, o produto já atinge 2100 quilômetros de costa, espalhando-se pelo litoral de nove estados.

Apesar da gravidade da situação, a primeira reação do governo federal não foi mobilizar as forças armadas ou criar um plano de contenção de danos, mas sim buscar responsáveis externos, através da apressada conclusão que o petróleo vazado era de origem venezuelana.

A omissão do governo federal fez com que o MP acionasse a justiça, na última quinta-feira (17/10), cobrando que fosse colocado em prática o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC) – comitê criado em 2013 e desativado no início deste governo.

Enquanto isso, o que se vê é um apoio federal insuficiente, além de um grande esforço com parcos recursos por parte de secretarias estaduais, municipais e da própria população, que se mobiliza voluntariamente para limpar as praias e salvar animais.

“É o maior acidente ambiental da história do Brasil e não pode ser tratado, depois de 50 dias, da forma improvisada como a gente está vendo”, condena Paulo Câmara, governador de Pernambuco, estado que mantém trabalhando uma equipe de mais de 400 pessoas, além dos inúmeros voluntários, e já retirou 257 toneladas de óleo de suas praias.

Na mesma linha, o secretário de meio ambiente do estado, José Bertotti, diz que o governo e a população têm feito o possível, mas requer ação federal. “O @governope continua seu trabalho de mobilizar a população, ao lado das prefeituras e da Defesa Civil, para continuarmos a combater o crime ambiental. E repito: aguardamos que o omisso Governo Federal execute o Plano Nacional de Contingência, e identifique a fonte da poluição”, apontou nas redes sociais.

Prefeituras de cidades dependentes do turismo convocaram a população a ajudar, como Cabo de Santo Agostinho (PE). “Infelizmente as manchas chegaram na praia de Suape. Nossas equipes já estão prontas para recolher o material, mas precisamos também de voluntários. Contamos com vocês”, conclamou a prefeitura pela internet, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Diante do risco à saúde dos voluntários que o contato com o material pode causar, a prefeitura do Recife criou cards para serem distribuídos via redes sociais para orientar a população. Um deles orienta a não tocar no óleo sem luvas e, em caso de contato, limpar a pele com gelo e óleo de cozinha. Em outro, instrui procedimentos para ajudar a salvar animais contaminados pelo material.

Saiba como ajudar como voluntário:
A Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco abriu um canal na plataforma Transforma Brasil para que voluntários se cadastrem para ajudar na limpeza das praias. Seja voluntário você também.
https://transformabrasil.com.br/vaga/muda-junto-semas/5daa7804b0bfe429040b1966

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