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A jornalista especializada em ciência e pesquisa nas áreas de divulgação cientifica, Carla Almeida, publicou um artigo para o SciDev.Net no qual indaga “por que a América Latina trata a ciência e a tecnologia de maneira tão diferente dos países desenvolvidos?”
De acordo com o artigo, há uma onda esmagadora de cortes no orçamento que está afetando a ciência e a tecnologia na América Latina. Do México (onde o setor deve contar, em 2017, com até 20% menos recursos) a Argentina (com a ameaça de uma redução de 35% nos fundos disponíveis para a pesquisa no próximo ano) ao Brasil, onde o orçamento federal para a ciência e tecnologia neste ano é 40% menor do que em 2013 e ainda terá que dividir os parcos recursos com a área de Comunicações em 2017, já que o ministério da CTI foi fundido as comunicações.
A ANPG, junto a SBPC, ABC e outras entidades cientificas educacionais já se posicionou fortemente contra a extinção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que foi descaracterizado ao ser fundido com as comunicações. A extinção do órgão de CTI no governo, o ministério, representa o rompimento com sistema de C&T que o Brasil estava firmando, tardiamente, inclusive.
“Não bastasse os cortes imensos e o rebaixamento da área de CTI no governo federal, ainda temos em tramitação no Congresso Nacional de uma proposta de emenda à Constituição Federal que pretende impor um limite ao crescimento da despesa pública de acordo com a taxa de inflação por 20 anos. Essa medida, além de “congelar” o pior orçamento federal e pior cenário da ciência brasileira nos últimos anos, ainda coloca a área de CTI numa situação de completa incerteza quanto à continuidade de investimentos e políticas na área, pois a área de CTI tem investimentos, tidos como “gastos” pelo governo, de natureza discricionária, não obrigatória, o governo não é obrigado pela lei a investir nenhum percentual mínimo em CTI (como é obrigado nas áreas de educação e saúde, por exemplo). De modo que os gastos com CTI vão ficar “espremidos” entre os gastos de natureza obrigatória, com essa PEC a CTI literalmente vai ficar com o que sobrar e esse governo tem sinalizado bem que não dará nenhum nível de prioridade para a ciência brasileira”, explica a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.
Para ler o artigo completo: http://www.scidev.net/america-latina/financiamiento/blog-de-analistas/radar-latinoamericano-la-amenaza-de-un-apagon-cientifico.html

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