A 9ª Bienal da UNE, que acontecerá entre os dias 1 e 6 de fevereiro de 2015, no Rio de Janeiro, contará com uma vasta programação artística e científica. Entre as atividades, a ANPG encabeçará a Mostra de Ciência e Tecnologia, além de promover dois Seminários sobre temas de extrema importância para a Pós-Graduação Brasileira.

Com a programação ainda a ser concluída, dada a agenda dos palestrantes, a entidade promoverá o seminário “Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e Desafios”. O tema da internacionalização é presente nas principais Universidades brasileiras e foi fortemente impulsionado pelo Programa “Ciências Sem Fronteiras”. Entretanto, qual tem sido o rumo e a prática dessa internacionalização? Esse seminário pretende debater os caminho para o avanço da Ciência brasileira na relação com outros países, do Norte e do Sul.

“A internacionalização da ciência e da pesquisa brasileira é, de um modo, fato em alguns programas de pós-graduação e em algumas universidades. Passos importantes como o Ciências Sem Fronteiras do governo federal contribuem para um intercâmbio de pesquisadores e de temas de pesquisa. Mas a internacionalização ainda é um desafio, seja porque precisa ser discutido sua forma -como a partir do infrutífero produtivismo acadêmico na perseguição do Conceito 7 dos programas internacionalizados -, seja porque o esse processo ainda têm gargalos importantes – basta pensar, como é possível que o CSF ainda não contemple as ciências humanas?! -, falta estrutura nas universidades para auxiliar nos intercâmbios, como escritórios de cooperação internacional”, comenta o diretor de relações internacionais da ANPG, Gabriel Mendoza.

A decisão da ANPG de promover o debate da Internacionalização durante a Bienal é justamente para pautar aquilo que está sendo cobrado e realizado, em alguma medida, pelas universidades. “Devemos provocar o debate de avaliação desse processo que não é isento de contradições. Mas é sem dúvida via internacionalização da ciência e da tecnologia que podemos avançar em um projeto de desenvolvimento. É também tendo contato com o que há de mais avançado nas diferentes ciências que a pesquisa pode dar significativa contribuição, seja para pautar o governo federal para o desenvolvimento soberano, seja para munir os diversos movimentos sociais, construindo interlocuções e fazendo avançar a luta pela democratização da sociedade e redução das desigualdades”, diz Mendoza.

Confira os temas das mesas:
 
Mesa 1: A internacionalização da Ciência Brasileira: realidades e desafios
Mesa 2: Internacionalização, formação e contratação de recursos humanos e a questão das Organizações Sociais na política nacional de desenvolvimento científico
Mesa 3: Impactos sociais e econômicos da cooperação e do desenvolvimento científico e tecnológico no cenário internacional
Mesa 4: Integração, internacionalização e mobilidade científica e acadêmica na educação superior

>>Para se inscrever no Seminário “Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e Desafios”, clique aqui!

Da redação

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