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Entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) promoveram no dia 14 de outubro, na Faculdade de Direito da USP (Sala Pires da Motta), o debate “Internacionalistas pela Democracia”, reunindo nomes como Celso Amorim (ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil), Tatiana Berringer, coordenadora do curso de RI da Universidade Federal do ABC e Antonio Freitas, diplomata e gestor da Tapera Taperá.
“O objetivo do evento foi debater alguns pressupostos da nação que estão em xeque neste segundo turno da eleição presidencial como, por exemplo, as relações exteriores e a própria defesa da democracia brasileira”, disse a presidenta da ANPG, Flávia Calé.
Celso Amorim, que era aguardado ansiosamente pelos participantes, frisou que nunca na história do país se ouviu de forma explícita posições tão radicais. “Nós nunca tivemos, nem no Governo Militar uma ameaça tão contundente”, disse o diplomata. Amorim comparou este momento com a história de Hitler, na qual até mesmo muitos judeus não acreditavam que o governo alemão seria tão violento. “A violência quando imposta segue sua própria lógica, não há como pará-la. A eleição de Haddad é uma necessidade para o Brasil”, completou.
Bianca Borges, vice-presidente da UNE de São Paulo, também falou sobre a importância deste momento e de estar contra o fascismo: “Democracia é um tema caro para nós, com 80 anos marcados pela defesa da democracia e que tenhamos um projeto pelo Brasil que caiba todas e todos. A nossa compreensão que neste segundo turno não é entre um projeto e outro e sim a democracia contra a barbárie”, disse.
O evento reuniu 200 pessoas e também foram debatidos maneiras dos estudantes de relações internacionais continuarem vigilantes pela democracia brasileira. Para isso foi criada a página https://www.facebook.com/internacionalistaspelademocracia/. Participe você também.

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