A Associação de Pós-Graduandos da PUC-SP parabeniza o Conselho Universitário pelo processo e resultado do redesenho institucional terminado nesta quarta-feira, 25/6.

 
O redesenho foi uma imposição do ministério público no TAC assinado com a Fundação São Paulo, no entanto, o CONSUN soube tomar as rédeas do processo para que fosse feito democraticamente pela comunidade puquiana.

 
Com alguns erros, mas muitos acertos, o processo foi conduzido pelo CONSUN, através de sua Comissão de Redesenho Institucional, de tal forma a propiciar plenas condições de expressão para todos os segmentos da Universidade e quase-igualdade de tratamento para as contribuições recebidas. Caso o redesenho seja aceito pela mantenedora e pelo MP, podemos afirmar que a PUC-SP manteve-se, pelo menos em relação ao redesenho, como uma das Universidades mais democráticas do mundo.
 

A APG/PUC-SP avalia o resultado, e não somente o processo, do redesenho também de forma bastante positiva. No início do processo, havia graves ameaças aos pós-graduandos e à democracia universitária postas sobre a mesa, mas graças ao empenho das forças democráticas, dentre as quais se inclui a própria APG em papel de liderança, e à auto-crítica dos conselheiros, chegou-se a resultado que não compromete os princípios democráticos e traz avanços pontuais à gestão universitária.

 
Vimos com bons olhos a fusão entre os atuais Centros e as Faculdades, agilizando a tramitação e economizando dinheiro, uma vez garantida a força e autonomia dos colegiados de curso e de programas; consideramos um avanço a criação de uma comissão técnica de acompanhamento de projetos da instância de base até o CONSUN ao invés da estrutura de análise técnica fragmentada e tardia atual nos conselhos superiores; reestruturou-se positivamente a análise técnica do CEPE com câmaras por níveis de ensino ao invés das atuais comissões do CEPE, que nem todas funcionam; através da campanha “PUC: não rejeite quem lhe ama!”, conseguimos a manutenção da representação dos pós-graduandos nos conselhos superiores; não se permitiu rebaixar a representação discente nos conselhos de faculdade; reverteu-se decisão nefasta de dezembro de 2006 que abria brechas para o represamento de promoções até assistente-doutor; e por fim se suprimiu a obrigatoriedade de censura previa a textos de recursos.

 
Assim, sendo, parabenizamos a PUC-SP por ter conduzido seu redesenho de forma democrática e com resultados que representam avanços para a gestão universitária. Esperamos que o novo Estatuto seja reconhecido pela mantenedora e pelo Ministério Público e depois assim pelo MEC e estaremos vigilantes e unidos na defesa do nosso Estatuto contra possíveis eventualidades.

Aproveitamos também para parabenizar a nova gestão eleita da APG, que toma posse nesta sexta-feira.
 

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