Ocorreu nesta sexta-feira (28/5) à tarde, durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), a etapa nacional da Caravana de C,T&I da ANPG. A atividade percorreu o Brasil para consolidar as contribuições dos pós-graduandos, intelectuais, estudantes e sociedade em geral acerca do Novo Plano Nacional de Pós-Graduação, que estabelecerá diretrizes e metas para o Sistema Nacional de Pós-Graduação no decênio 2011-2020.

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A mesa "A Universidade Brasileira, a Pós-Graduação e a Pesquisa" reuniu a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, o presidente da CAPES, Jorge Guimarães, o presidente do CNPq, Carlos Aragão e o Professor Luiz Bevilacqua, da UFRJ. Os palestrantes abordaram as experiências exitosas da ciência brasileira, como o modelo de avaliação, o Portal de Periódicos, a Plataforma Lattes e o alcance, em 2008, do 13º lugar na produção científica mundial. Os desafios para o avanço das políticas de C,T&I também foram pautados pelos membros da mesa.

Pós-graduandos pela soberania

Durante sua intervenção inicial no debate, que foi transmitido em tempo real pela página da conferência, a presidente da ANPG foi aplaudida pelo plenário ao defender que “os pós-graduandos possuem posição estratégica na elaboração da Ciência e Tecnologia brasileira”. Elisangela também empolgou os participantes quando defendeu que a defesa dos pós-graduandos brasileiros não se reduz a questões corporativistas, mas de soberania nacional, “com conteúdo popular e democrático”.

Foto: ACS/Capes
Da esquerda para a direita: Carlos Aragão (CNPq), Elisangela Lizardo (ANPG), Jorge Guimarães (CAPES) e Luiz Bevilacqua (UFRJ)

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES), Jorge Almeida Guimarães, citou exemplos de avanços, como o aumento de formação de doutores nos últimos 13 anos. O país partiu de 2.830 doutores titulados em 1996 para 10.705, em 2008. “Recomendo a leitura do livro recém-lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) – Doutores 2010. Nele, vocês vão identificar esses e outros avanços da pós-graduação brasileira”.

Pesquisa deve começar no ensino fundamental 

Já o presidente do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, apresentou algumas necessidades de avanço da pesquisa brasileira, ressaltando que ela deve começar no ensino fundamental. Defendeu que na graduação haja mais participação dos alunos em seminários, eventos, e que haja menos horas-aula e mais incentivo à pesquisa e à leitura.

No ponto de vista da pós-graduação, Aragão salientou a necessidade do fim da cultura de departamentos e o estímulo à mobilidade de estudantes. “Precisamos ainda internacionalizar os nossos padrões de avaliação, mas também adequar formatos e nos modernizar para contemplar o futuro.”

Professor Luiz Bevilacqua, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFR), sugeriu que as duas agências – Capes e CNPq – criem programas de apoio à capacitação, na área de gestão, para o corpo técnico das universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de “desafogar” os professores, que utilizam parte de seu tempo com tarefas dessa natureza. Bevilacqua sugeriu ainda que as agências estimulem novas experiências.

De São Paulo, Luana Bonone, com CAPES

 

 

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