A oportunidade da América Latina se tornar um pólo de opinião contra-hegemônica foi destacada pela Prof. Iole Ilíada Lopes, da Fundação Perseu Abramo,em conferência proferida hoje (28), durante o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal (RN).

Nunca antes na história deste continente esta oportunidade foi tão grande. Tanto para construir uma nova ordem mundial como para reforçar um desenvolvimento de cunho social é preciso fortalecer a integração latino-americana,” disse.

 
 Iole Ilíada (Fundação Perseu Abramo) e José Monserrat Filho (MCT). Foto: Vanessa Stropp

Embora a integração seja um principio constitucional, acredito que precisamos de um PAC da América Latina. Pensado num viés de solidariedade e justiça, com desenvolvimento social e ambientalmente sustentável”, ressaltou.

Ronaldo Carmona, da Fundação Mauricio Grabois, ressaltou que a América do Sul possui uma característica singular: suas enormes riquezas naturais. Grande volume de água doce, de terras agricultáveis e uma das poucas regiões do mundo que possui auto-suficiência energética.

Essa singularidade potencializa a possibilidade de desenvolvimento, uma vez que energia é pré-requisito para tanto.

A grande identidade cultural entre os povos da América Latina também foi lembrada por todos os palestrantes.

José Monserrat Filho,chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, citou Câmara Cascudo, folclorista natalense, para ilustrar o sentido principal de sua fala: “O homem moderno tem que ter um olho no microscópio e outro no telescópio" , disse ele referindo-se à necessidade de discussão sobre as questões internacionais. “Política externa deve ser tema recorrente em nossas atividades. Precisamos integrar a América Latina sem perder de vista as questões mundiais e a resolução dos problemas internos de cada país”, destacou.

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 

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