Luís Osvaldo Grossmann  

 
É cada vez maior o acesso a resultados de pesquisas disponíveis via Internet. Um levantamento publicado pela União Europeia indica que 50% dos trabalhos científicos podem ser vistos livre e gratuitamente pela rede – o dobro do indicado em estudos anteriores.
 
O mesmo levantamento, do qual o Brasil fez parte, também estima que mais de 40% dos artigos científicos que passaram por avaliações e que foram publicados entre 2004 e 2011 já estão disponíveis online, sob a forma de arquivos ‘open access’.
 
Além da União Europeia, Estados Unidos, Canadá e Japão foram países observados pela pesquisa, bem como alguns ‘vizinhos’ da UE, como a Suíça, Lichtenstein, Islândia, Noruega, Turquia, Macedônia e Israel. E, como mencionado, o Brasil.
 
Segundo a comissária europeia para Pesquisa, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan-Quinn, “os resultados sustentam que o acesso livre veio para ficar”. “Colocar resultados de pesquisas na esfera pública melhora a ciência e fortalece uma economia baseada no conhecimento”, avaliou.
 
O levantamento procurou a disponibilidade de publicações acadêmicas em 22 campos do conhecimento. A depender do país e da disciplina, mais da metade dos estudos já estão disponíveis livremente – especialmente em ciência e tecnologia geral, pesquisa biomédica, biologia, matemática e estatísticas.
Por outro lado, o mesmo estudo também indicou que as áreas nas quais a disponibilidade de acesso livre aos estudos é menos frequente são aquelas de ciências sociais e humanidades, além de ciências, engenharia e tecnologia aplicadas.
 
O resultado indica que 75% dos 48 principais financiadores de pesquisas avaliados são favoráveis a divulgações diretas – arquivos próprios – ou através de periódicos científicos. Também aceitam períodos de embargo – em geral entre seis e 12 meses.
* Com informações da Comissão Europeia
 
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