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Mesa foi composta por movimentos sociais e entidades estudantis

Os participantes do 40º CONAP são unânimes na defesa que a atual política econômica não pode continuar. A constatação aconteceu na manhã desse sábado (28.11), durante o Ato Político,  realizado nesse terceiro dia do evento.

Com o tema “Em defesa da democracia, da Petrobras, por mais direitos e por outra política econômica”, participaram da mesa o presidente da CTB do Ceará, Luciano Simplício, a vice-presidenta da UNE regional, Germana Amaral, o diretor da UBES do Ceará, Mário Ramon, Maria das Neves, representando a União Brasileira de Mulheres (UBM), Jorge Américo, da UNEAFRO, Arari Galvão, representando a “Frente Brasil sem Medo”, além da presidenta e vice-presidente da ANPG, Tamara Naiz e Cristiano “Flecha”.

Tamara iniciou o evento dizendo que é inadmissível qualquer passo atrás nesse momento e esclareceu o porquê: “Em boa parte da história do país não houve avanços e agora não podemos recuar, principalmente quanto a democratização da educação e mais direitos sociais. Seria dar chance ao processo conservador avançar e significa muito prejuízo para nós”

Citando o ajuste fiscal que cortou bilhões de diversos setores incluindo a educação, Maria da UBM, foi taxativa: “A crise é do sistema econômico, da falência do capitalismo,  e o povo não pode pagar por ela”.

A militante feminista também lembrou que o momento atual é chamado de “Primavera das Mulheres “,  e a pós graduação é um reflexo dela, uma vez que existem casa vez mais participação feminina na pesquisa e participação na produção de conhecimento.

O vice-presidente da ANPG acrescentou que existem consequências imprevisíveis com mais cortes que estão por vir, e é necessário entender a natureza do pensamento econômico que norteiam essas escolhas. “Está claro que não encontram saídas à esquerda, caso contrário mudariam a taxa de juros, a taxação das grandes fortunas e a auditoria da dívida pública, em vez dos cortes, que  geram mais recessão.”

Grandes movimentos populares

Lembradas durante o evento, as grandes frentes criadas essa ano buscam a unidade dos movimentos sociais e entidades estudantis para defender os avanços sociais e impedir golpes à democracia.

A Frente POVO SEM MEDO e a FRENTE BRASIL POPULAR são compostas por mais de 50 organizações, entre elas a ANPG, que mobilizam nas ruas e redes protagonizando um combate às pautas conservadoras.

“Estamos impedindo a aprovação de projetos que cerceiam os direitos trabalhistas e sociais, como o da terceirização do trabalho, a redução da maioridade penal, e defendendo constantemente a Petrobras, pela sua manutenção como  estatal, que tanto influencia no desenvolvimento da pesquisa e tecnologia no Brasil”, levantou o presidente da CTB, Luciano Simplício.

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