Aproveitando a imensa capacidade de geração de energia eólica que o Rio Grande do Norte possui, o alto interesse da indústria de geração de energia e a carência de recursos humanos, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN) vem coordenando os esforços para a criação de uma rede regional de pesquisas em energia eólica, que poderá tornar o estado em grande produtor de conhecimento e inovação tecnológica e depois vir a integrar-se à rede nacional, proposta pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A criação do Instituto Internacional de Tecnologia em Energias Renováveis – Divisão Eólica (IITERN) vai tornar o estado pioneiro nesta área na região Nordeste e um dos poucos no Brasil dedicado especificamente a energia eólica.

São objetivos do IITERN prover infraestrutura física e suporte técnico-científico para o desenvolvimento da área de energia eólica; promover a integração de setores da administração pública, Instituições de Ensino e Pesquisa e segmento empresarial para o desenvolvimento científico-tecnológico e inovação em energia eólica; formar recursos humanos e desenvolver estudos e pesquisas que contribuam efetivamente para reduzir os custos da energia eólica, melhorar sua produção e eliminar barreiras para o seu desenvolvimento em pequenos empreendimentos e em larga escala; e incorporar novos focos de atuação e fortalecer as competências existentes de acordo com as demandas do setor produtivo.

 

Recursos
Com a garantia de aporte de recursos do tesouro federal, a FAPERN agora parte para a captação de recursos da iniciativa privada para implementar o IITERN, que será organizado juridicamente sob a forma de Organização Social, envolvendo instituições públicas e privadas. A estimativa de orçamento para a construção de infraestrutura física e aquisição de equipamentos e mobiliário é de R$ 10 milhões. Segundo a presidente da FAPERN, Maria Bernardete Cordeiro de Sousa, o cronograma de implantação será apresentado ainda no primeiro semestre de 2012.

O IITERN vai dedicar-se a pesquisa e desenvolvimento (P&D) de processos e produtos inovadores para implantação, operação e manutenção de centrais eólicas, ampliando o alcance dos trabalhos de pesquisa e extensão realizados em nível técnico, graduação e pós-graduação e permitindo a formação de uma massa crítica para o setor.

 

Referência
“Acreditamos que o IITERN deverá se consolidar como uma instituição de referência mundial na área”, diz Bernardete. Atualmente, o estado já possui uma extensa produção de conhecimento que será centralizado no instituto. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a experiência acumulada na produção de conhecimento em petróleo e gás, avança para outras formas de energia, ampliando suas ações em Energias Renováveis. O estado conta ainda com a infraestrutura do CTGAS-ER, que se constitui em um consórcio entre o SENAI e a Petrobras e com as ações em energias renováveis que começam a ser realizadas na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA).

No projeto estão envolvidos o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, FAPERN e IDEMA, os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação e de Minas e Energia, CTGAS-ER, UFRN, Ufersa, UERN, IFRN, Universidade Potiguar, FIERN, Sebrae, empreendedores em energia eólica e instituições empresariais e acadêmicas, nacionais e internacionais conveniadas.

 

Fonte: FAPERN

 

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